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A minha vida de universitário

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O JORNAL DAS CALDAS recolheu as histórias de treze jovens que acabaram ou estão a concluir os estudos universitários.
Carlos Lopes licenciou-se em Ciências do Desporto e está a tirar o mestrado

Pedimos que transmitissem como foi ou tem sido a vida de estudante distante (uns mais do que outros) da área de residência, como foi a experiência, os desafios, as dificuldades iniciais e como se tornou mais fácil. Também quisemos perceber que respostas de alojamento tiveram e como geriram despesas com casa, transporte, alimentação e custos da universidade. Por último, deixaram conselhos para os futuros universitários.

Carlos Lopes, 22 anos, Caldas da Rainha

“Aproveitem esta experiência, não se privem de nada, com consciência”

Licenciei-me em Ciências do Desporto na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra e agora sou mestrando em Gestão do Desporto na Faculdade de Motricidade Humana na Universidade de Lisboa.

Era o curso que queria e não havia outras opções a não ser Lisboa ou Coimbra, no entanto, considero que sejam ambas experiências bastante positivas.

No primeiro ano da licenciatura havia aquela ansiedade por ser uma mudança um bocado radical e por ser mais novo, mas foi rapidamente ultrapassada, muito devido à fácil integração no ambiente da faculdade. Coimbra não é uma cidade muito grande e isso também ajudou a evitar problemas e à inclusão.

Alojamento e despesas:

Fui desde o dia das matrículas colocado numa residência universitária, onde fui bem acolhido e ajudado pelos restantes residentes.

O facto de ser bolseiro permitiu-me poupar uns euros, uma vez que o valor correspondente à mensalidade da residência era-me dado como suplemento à bolsa (que por sua vez já pagava as propinas), pelo que as despesas se prenderam com alimentação, transportes e material para a faculdade.

Como ia a casa praticamente todas as semanas e arranjava boleias de outros alunos, acabava por conseguir poupar também no supermercado, pois levava algumas coisas já de casa, e também nos transportes. Com as poupanças todas, e sem contar com propinas e alojamento, cerca de 150 euros chegavam-me para me governar durante um mês.

Já em Lisboa foi fácil a integração. Estou de novo numa residência universitária e esta é bem mais propícia ao espírito de “viver em família”, sendo também bastante importante o fato de morar com pessoas bastante amigas umas das outras. Já conhecia o meu colega de quarto (que veio comigo de Coimbra) e outros residentes, o que igualmente ajudou no processo de integração.

Apesar de Lisboa ser mais perto do que Coimbra, este ano vou menos vezes a casa porque os fins de semana verificam-se bastante importantes para a realização de trabalhos de grupo. Continuo bolseiro, mas a bolsa apenas cobre metade da propina e a totalidade da residência, o que representa já uma mudança no orçamento. A menor frequência de idas a casa não se torna numa poupança, uma vez que em Lisboa tenho necessidade de comprar passe todos os meses (o que em Coimbra não se verificava porque ia a pé para praticamente para todo o lado). Relativamente a compras continuo a trazer algumas coisas de casa, que depois cozinho, logo os gastos que tenho (sem contar com residência e propinas) se mantêm mais ou menos no mesmo.

Conselhos para futuros universitários:

Aproveitem esta experiência, não se privem de nada. Há tempo para tudo e alguns excessos são normais, no entanto, é preciso não esquecer o verdadeiro propósito para o qual estamos cá e ter consciência dos esforços que as nossas famílias fazem. Penso que com essa consciência o resto vem naturalmente.

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