Pedimos que transmitissem como foi ou tem sido a vida de estudante distante (uns mais do que outros) da área de residência, como foi a experiência, os desafios, as dificuldades iniciais e como se tornou mais fácil. Também quisemos perceber que respostas de alojamento tiveram e como geriram despesas com casa, transporte, alimentação e custos da universidade. Por último, deixaram conselhos para os futuros universitários.
Mariana Bernardo, 21 anos, Caldas da Rainha
“Foram os melhores anos da minha vida”
Estudei Comunicação Social entre 2012 e 2015 (licenciatura concluída a Junho de 2015 na Escola Superior de Educação de Coimbra).
A cidade de Coimbra sempre me despertou interesse, tanto pela sua história como pelo espírito académico. Tomei a decisão de me candidatar a ir estudar para Coimbra porque, para além de ter o curso que eu sempre quis, já tinha uma amiga a estudar lá, precisamente no curso de Comunicação Social.
Hoje posso dizer com toda a certeza que foi a melhor opção que fiz, Coimbra ensinou-me muito, fiz muitos amigos (a maior parte das pessoas que lá estudam são de fora, o que faz com que todos lá estejam ‘’para o mesmo’’, por isso é fácil fazer amigos).
Ao início o receio foi inevitável, ir para uma cidade nova, deixar a casa dos pais, tudo isso foi complicado, mas por pouco tempo. Lembro-me de chorar na primeira noite em Coimbra, só queria que chegasse o fim de semana para voltar novamente para a minha zona de conforto. Com o tempo fui-me habituando e comecei a sentir-me parte integrante da academia – as praxes ajudaram muito! – e, apesar de sentir sempre saudades de casa, o amor pela cidade foi crescendo, ao ponto de hoje, um ano depois de ter terminado a licenciatura, poder dizer que foram os melhores anos da minha vida.
Alojamento e despesas:
Em termos de alojamento não foi difícil, tive a ajuda de um amigo, também da zona das Caldas da Rainha, que, tal como eu, ia começar a estudar na mesma escola naquele ano. Ele arranjou uma casa que partilhou comigo nas primeiras semanas.
Mais tarde, conseguimos arranjar um apartamento mesmo ao pé da faculdade e foi nessa casa que residimos os três anos em que estudámos em Coimbra.
Implicou muitas responsabilidades com as quais nunca tinha lidado antes. As despesas da casa eram divididas pelos quatro moradores, o que torna os custos mais baixos para cada um. Em termos de transporte ia e vinha quase sempre de boleia, pois havia muita gente da zona das Caldas a estudar lá, e dividindo o gasóleo acaba por sair mais em conta.
A alimentação, apesar de ter um hipermercado mesmo à porta, trazia a maior parte de casa. A minha mãe tinha a preocupação de me preparar algumas comidas, o que também facilitou em muito o meu dia a dia. Por ano, os custos com universidade rondaram os três mil euros, contando com propinas, transporte e alimentação. As propinas, apesar de serem pagas em prestações, custaram um total de mil e cem euros por ano.
Conselhos para futuros universitários:
O meu conselho para quem vai ou já começou a estudar longe de casa é para aproveitarem ao máximo. Estudar longe de casa é não só um desafio como também é um ponto crucial no crescimento e na formação de cada um. Deixar a nossa zona de conforto pode ser muito difícil, mas quando o fazemos, percebemos que temos muito mais para dar.




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