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Parque D. Carlos I está mais bonito e melhor cuidado

Marlene Sousa (texto) Patrícia Leite (fotos)

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A União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, responsável pela manutenção do Parque e da Mata, depois destes ficarem sob a gestão da Câmara das Caldas, já fez algumas obras de intervenção no espaço verde e instalou algum mobiliário público.
O mobiliário do parque foi recuperado

O parque está mais bonito e o executivo da Junta pretende dinamizá-lo convidando as instituições e associações a fazerem eventos de diversão com o objetivo de atrair mais pessoas.

Vítor Marques, presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, aceitou o desafio da autarquia e desde o início de janeiro que é responsável pela manutenção do Parque e da Mata.

Foi em dezembro de 2015 que foi feita a transferência da gestão do Parque e da Mata para a Câmara, que delegou as competências à União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório.

Desde o início deste ano que a Junta tem feito várias intervenções no Parque e a Mata, o que já é visível para os visitantes, que acham o parque mais bonito e bem cuidado. É o caso da caldense Maria Luísa Gomes, que disse que o parque está mais limpo, os jardins estão mais bonitos e o mobiliário público foi pintado e arranjado.

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Vítor Marques salientou que quando assumiu a responsabilidade do Parque e Mata já sabia que era necessário realizar uma intervenção de fundo, tendo em conta a degradação que têm vindo a sofrer nos últimos anos. “Garantimos a limpeza e manutenção do espaço, criando melhores condições para o lazer e a prática desportiva saudável”, disse o presidente da Junta.

A União de Freguesias fez arranjos no coreto, com a instalação de equipamento de música. Também houve uma intervenção na casa dos barcos e nas casas de banho, que estão a ser requalificadas. Foi construída de raiz uma casa de banho para pessoas com mobilidade reduzida, que está quase concluída. Na zona do ténis o chão foi arranjado.

Há ainda um conjunto de ações como a readaptação da casa dos guardas, onde serão construídas casas de banho públicas que funcionarão quando houver eventos no Parque. A Junta fez também uma pequena requalificação no estacionamento da parada, nomeadamente o arranjo das escadas que descem para o parque, e foi criada uma via para que as pessoas possam passar com carinhos de bebes. Quanto ao lago do parque, a água foi limpa e tem novos habitantes.

Uma das principais preocupações, segundo Vítor Marques, passou por conseguir que houvesse mais iluminação no Parque. A maior parte das infra-estruturas necessárias já estão em funcionamento (na última edição do festival Oeste Lusitano já houve mais iluminação). Foram colocados dois novos projetores no estacionamento do parque, de forma a estarem ligados toda a noite.

Para a conservação do Parque e Mata a autarquia a garante a transferência à Junta de 200 mil euros por ano. A manutenção dos espaços verdes do parque é dividida em três fatias, com a contratualização de entidades locais. A zona do Parque onde está o campo de ténis, o espaço por detrás do Museu Malhoa e o Parque das Merendas foi concessionada aos serviços de jardinagem do Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, que fazem esse trabalho sob a coordenação da Junta. Para toda a outra zona do parque, o lago inclusive, a Junta contratou os serviços da empresa de jardinagem FlorÓbidos. “Fizemos uma avaliação bastante cuidada sobre as entidades locais que tinham a capacidade instalada para desenvolver o trabalho”, explicou Vítor Marques, acrescentando que “há um conjunto de tarefas que são complementadas pela Junta, como a intervenção na Mata”.

A limpeza da Mata é feita pela União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório através dos seus funcionários e com a ajuda de trabalhadores contratados ao abrigo da medida CEI (Contratos Emprego Inserção para desempregados).

O autarca referiu ainda que o município está a desenvolver com os técnicos da Câmara um plano de gestão para o Parque D. Carlos I. “Tem sido partilhado com a Direção Geral do Património Cultural e o objetivo é haver uma discussão pública antes de ser aprovado pela assembleia municipal”, sublinhou.

Vítor Marques frisou que estão conseguir fazer o arranjo do parque com menos despesa do que quando era feita pelo Centro Hospitalar do Oeste. “Era 200 mil euros só para a jardinagem e nós com 200 mil euros temos de fazer tudo, inclusive a requalificação dos espaços”, revelou.

O autarca destacou ainda a abertura do restaurante “Raízes” no antigo café localizado no Parque D. Carlos I, e o antigo salão de chá por cima do ténis.

Quanto à dinamização do Parque D. Carlos I, Vítor Marques disse que o executivo da Junta tem reunido com as instituições, associações, jornais locais, agrupamentos de escolas, Colégio Rainha D. Leonor, ESAD.CR, Escola de Hotelariae Turismo doOeste, Escola de Sargentos, entre outros, com o objetivo de “convidá-los a fazer atividades no parque”.

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