A iniciativa legislativa é subscrita também pelos deputados João Correia e Luís Testa, coordenadores dos parlamentares do PS nas comissões de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e de Economia, Inovação e Obras Públicas, respetivamente.
Os socialistas referem que “a linha ferroviária não foi objeto dos investimentos significativos de adequação às necessidades e exigência dos tempos, nomeadamente, na sua modernização e no aumento da qualidade da oferta de serviços”.
“Ao contrário do inicialmente previsto, nunca foi realizada a ligação à linha do Norte, nem tão pouco se procedeu à sua eletrificação”, sublinharam, fazendo notar que “todos estes fatores, conjugados com as alterações dos movimentos populacionais, levaram a que, com o passar dos anos, a procura e o serviço prestado pela CP tivesse sido reduzido”.
“O Governo PSD/CDS-PP tentou acabar com esta linha quando elaborou o Plano Estratégico de Transportes e introduziu uma previsão de desativação, até ao final de 2011, do serviço de transporte de passageiros na Linha do Oeste, entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz (mantendo a linha ativa para o transporte de mercadorias), sendo assegurada a mobilidade das populações através de concessões rodoviárias”.
Com esta medida verificou-se uma “redução de custos de 7,3 para 5,7 milhões de euros”, mas a Linha do Oeste, “ao contrário do que o anterior Governo tentou implementar, tem procura, precisando da modernização que lhe é devida”.
“O Governo prevê um investimento na Linha do Oeste de cerca de 107 milhões de euros na sua modernização, com eletrificação e intervenção nos sistemas de sinalização e telecomunicações. Este investimento parece-nos, ainda assim, insuficiente, uma vez que deixará sem intervenção o troço Caldas da Rainha-Linha do Norte”, frisaram.
Na proposta, recomenda-se ao Governo que “procure encontrar as condições necessárias para efetuar a requalificação e a modernização da totalidade da linha ferroviária do Oeste, melhorando e garantindo a qualidade da oferta de serviços da CP e, paralelamente, constituindo esta linha como uma alternativa eficaz à utilização de veículo automóvel para a acessibilidade ao litoral Oeste e permitindo-lhe cumprir a sua vocação estruturante e estratégica para o país e a região”.
“A escassez de meios financeiros disponíveis para os investimentos não deve impedir a existência de um pensamento estratégico para o futuro da ferrovia e, em particular, da Linha do Oeste”, defenderam.




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