O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, no passado domingo, na cerimónia de assinatura do contrato de consignação da substituição de rede de adução e distribuição do Hospital Termal à empresa Ambiáguas S.A..
A obra de substituição das captações e da canalização do Hospital Termal, avaliada em 511 mil euros mais IVA, vai permitir “reiniciar o processo que permitirá ao hospital voltar a abrir”, disse Tinta Ferreira.
O autarca recordou que em dezembro do ano passado, o Estado, o Centro Hospitalar do Oeste e a Câmara assinaram o auto de cedência do parque e da mata e de todos os edifícios ali situados, menos o Museu José Malhoa, consignou-os ao município por 50 anos, e o hospital termal e o balneário novo por 70 anos.
“Este património estava a ser gerido pelo Estado, que nos últimos 30 anos começou a desinvestir e foi deixando de ter o uso que tinha e foi-se degradando”, manifestou Tinta Ferreira, sublinhando a constatação dos “Pavilhões do Parque em risco de ruir e o hospital sem tratamentos com água”.
Por outro lado, o hospital “pontualmente abria e reabria aos tratamentos com água por força do aparecimento de bactérias”.
“Apesar do grande investimento decidimos tentar reabrir o hospital e reabilitar o património. Delegámos na União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, por 200 mil euros, a consignaçao do parque e da mata. Está limpo, arranjado e com reabilitação da casa dos barcos e do estacionamento. Permitimos que o parque seja vivenciado”, relatou.
O presidente da Câmara afirmou que no caso dos pavilhões se pretende abrir um concurso internacional que permita a um investidor privado reabilitar e transformar em hotel. “Era importante ter alavancagem de fundos comunitários e vamos continuar a bater à porta do Governo para criar condições. Se tivermos um investidor, teremos um cinco estrelas de referência que vai atrair turismo de qualidade, mas se não tivermos, temos o dever de salvar os pavilhões, por isso estamos a adjudicar o projeto para medidas urgentes de intervenção, numa estimativa de 500 mil euros para tratar do telhado e das janelas e evitar que caiam pelo menos durante 30 ou 40 anos”, declarou.
Sobre a substituição da rede de canalizações, descreveu que serão todas instaladas em aço inox, com depósito pressurizado com válvulas anti-retorno, o que tornará possível desinfetar com jactos de água a 80 graus que permitirão matar as bactérias e evitará que o hospital volte um dia a encerrar.
“Com mais algumas pequenas intervenções vamos reabrir em 2017, com tratamentos com água no edifício do balneário novo e alguns tratamentos com água em banheiras de charme e restantes tratamentos de reabilitação e de acompanhamento físico no edifício do Hospital Termal”, referiu.
O edil divulgou ainda que “faremos projetos depois para requalificar o Hospital Termal, numa estimativa de três a quatro milhões de euros, e aí será importante haver apoios comunitários, mas se não houver temos capacidade de endividamento”.
Ministro elogia Câmara
Tinta Ferreira pediu ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, presente na cerimónia, para transmitir ao Governo essas intenções, no sentido de facilitar os processos e apoiá-los.
O membro do Governo considerou a ação camarária um “ato de coragem e de visão” que permitiu “ter um património que continua a ser de todos, mas que através da consignação do Estado à Câmara criou condições para se transformar num património vivo”.
No seu entender, “esta forma de trabalhar em conjunto entre a administração central e local não pode ser uma exceção e tem de ser a regra”.
Antes desta cerimónia, no largo da Rainha, junto à sua estátua, foram prestadas homenagens a D. Leonor, com deposição de coroas de flores, na presença de ranchos folclóricos, fanfarra dos bombeiros e elementos da corporação, e da Banda Comércio e Indústria.






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