O convite para expor no espaço que pertence à associação partiu dos responsáveis da DAR, que tem apostado na divulgação do trabalho desenvolvido por artistas desta cidade, desde os estudantes da ESAD.CR aos cidadãos comuns. Guilherme Figueiredo faz parte desse projeto, que “refere-se à rocha fundida no fundo da terra, que consiste em líquidos, gases e partículas de rochas e cristais, sendo verificada sob a forma de lava quente e as várias rochas criadas a partir da solidificação do magma”.
As paredes do espaço situado ao lado das oficinas sociais da DAR exibem um conjunto de pinturas inspiradas num cartaz de publicidade com as letras que “encontrei e decidi dar uma volta às letras como um elemento muito gráfico”. Isto é, “dar uma parte mais orgânica a esse elemento, em que juntei o elemento do magma que é líquido da rocha ”, explicou o artista.
“Esta exposição não tem uma leitura em concreto, cada peça é uma mistura entre a razão e a informação, o comercial e a informação orgânica, o magma e a rocha”, sublinhou Guilherme Figueiredo, salientando que também “transporta para outra dimensão, em que a lava é uma coisa plana, lenta e estática, apesar de ser líquida”. Além disso, transmite a “ideia de desconstrução em relação ao magma”.
Os desenhos em papel bem como os quadros são representações que dão a conhecer este projeto, que resulta do seu olhar sobre as práticas e os traços descomprometidos, misturados com o divertido e o versátil, nas formas e texturas que capta.
Sobre a sua participação no espaço, o jovem confessou que “não estava à espera que fosse o primeiro artista a inaugurar o espaço, o que é incrível pois permite dar a liberdade e respiração a cada peça”.
“Gréc” tem participado em diversas exposições com outros artistas, nos Silos bem como no circuito “Eletricidade Estática”, e esta mostra é a primeira que faz sozinho.
Guilherme Figueiredo revelou que a abertura deste tipo de espaços é importante para os recentes artistas, pois permite “expor os trabalhos”.
A mostra contou com a presença de vários espetadores, na maioria estudantes de artes, mas também quem não tenha qualquer ligação à ESAD.CR, aproveitando para explorar os trabalhos apresentados, patentes até 6 de maio.
Novo espaço da DAR nos Silos
A associação surgiu através da vontade das empresas ligadas à área do design criarem um espaço onde pudessem colocar os conhecimentos e os equipamentos para desenvolver os projetos. “A DAR promove nas Caldas da Rainha um conjunto de iniciativas que envolvem a comunidade, tendo começado pelas oficinas sociais”, explicou André Rocha, um dos fundadores da associação.
O novo espaço irá acolher “exposições de três em três semanas”, e apesar de ainda precisar de algumas melhorias acústicas e outras modificações, vão utilizá-lo para concertos e outro tipo de atividades, como se fosse “um bocado multiusos”.
A próxima artista caldense a expor será Catarina Branco, que é uma das colaboradores da associação.






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