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“Os Verdes” vão questionar o Ministério do Ambiente sobre poluição das Caldas enviada para a Lagoa

Marlene Sousa

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Uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes”, juntamente com eleitos locais da CDU, esteve na Lagoa de Óbidos na tarde de 11 de abril e revelou à imprensa que vai questionar o Ministério de Ambiente na Assembleia da República sobre “avançar para a segunda fase de intervenção na Lagoa de Óbidos sem que se vejam resolvidos os problemas antigos da poluição”.
Delegação de “Os Verdes” e eleitos locais da CDU na Lagoa de Óbidos

Isto depois de ter ouvido as queixas de Vítor Diniz e António Peralta, daComissãoCívica deProteçãodasLinhas de Águae Ambiente das Caldas da Rainha, que ameaçaram ir à “União Europeia boicotar os fundos comunitários que possibilitarão a segunda fase das obras na lagoa” se a autarquia das Caldas “não resolver a questão do saneamento (40%) que não está a ser tratado pela ETAR e está a ser remetido para a Lagoa sem tratamento”.

Apesar de achar importante questionar o ministério de ambiente sobre a sua “articulação com a autarquia local a nível de saneamento para preservação da diminuição da poluição”, Sónia Colaço, de “Os Verdes”, reconhece que “não se pode esbanjar a oportunidade da verba dos fundos comunitários para intervir na lagoa”. No entanto, salientou que o trabalho “tem que ser articulado entre as várias entidades e bem feito, sob pena de daqui por uma década estar tudo na mesma”.

Sónia Colaço destacou que a conversa que teve com os elementos da comissão e eleitos locais da CDU permitiu perceber que é preciso também questionar o ministério sobre as dragagens que foram recentemente concluídas. “Efetivamente os trabalhos são visíveis, mas precisamos de saber o que ficou por concluir”, disse a dirigente.

A delegação do Partido Ecologista “Os Verdes” também visitou a lagoa do lado de Óbidos e solicitou a presença de elementos do grupo Plataforma Defender o Bom Sucesso, para que “se possam também inteirar de todos os impactos que estão a ser causados”. “O fato dos dragados estarem sem proteção de vegetação também fará que arraste areia para o interior da lagoa”, disse Sónia Colaço.

“Consoante toda a informação que a plataforma nos puder disponibilizar, iremos avançar com trabalho na Assembleia da República no sentido de dar respostas concretas que sirvam concretamente os interesses da salvaguarda da lagoa”, adiantou a dirigente.

Vítor Diniz disse que solicitou ao presidente da Câmara que averiguasse juntos dos técnicos qual a quantidade de saneamento das Caldas da Rainha que não é tratado pela ETAR e que está a ser remetido para a Lagoa sem tratamento. Revelou que o autarca irá reunir-se com ele no dia 20 de Abril, para lhe dar as respostas pedidas.

Presidente da Junta da Foz duvida da primeira fase das dragagens

Os autarcas das Caldas e Óbidos e os presidentes de Junta das freguesias que têm ligação com a lagoa estiveram reunidos no passado dia 7 com o presidente e técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente, num encontro à porta fechada.

O presidente da Junta da Foz do Arelho, Fernando Sousa, porta voz das quatro freguesias com ligação à lagoa, disse que fez várias reclamações na reunião e que a explicação dos técnicos não fez mudar a sua opinião em relação ao fim dos trabalhos da primeira fase da lagoa. “Nos últimos quinze dias da intervenção houve alguma coisa que falhou”, disse o autarca, que espera agora “o relatório da fiscalização das obras para poder averiguar e discutir na próxima reunião pública, que terá lugar no Inatel no final deste mês ou princípio de maio.

Quanto à segunda fase da intervenção na Lagoa, Fernando Sousa afirmou que lhe foi comunicado que o “projeto está adiantado e tudo aponta que pode iniciar brevemente”.

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