Eram 8h03 do dia 17 de abril de 2015 quando o comboio regional n.º 6450 passou junto às cancelas da Linha do Oeste na estrada do Campo, a seguir ao hipermercado Continente. A passagem de nível ao km 106,202 estava aberta, ao contrário do que devia acontecer.
O caso foi relatado ao GISAF – Gabinete de Investigação de Segurança e de Acidentes Ferroviários, ao encontro de uma diretiva europeia que recomenda uma “investigação opcional de acidentes e incidentes que, em circunstâncias ligeiramente diferentes, poderiam ter conduzido a acidentes graves”.
Segundo a informação inicial, “à passagem da circulação n.º 6450 pela PN 106,202-Oeste (tipo A, guarnecida de pessoal), esta encontrava-se aberta. Após paragem de emergência, um membro da tripulação deslocou-se ao abrigo da passagem de nível reportando não ter encontrado o agente gestor da infraestrutura responsável pela guarda daquele atravessamento rodoviário de nível”.
A velocidade máxima na zona é de 120 quilómetros/hora. A passagem está encerrada nos dias úteis das 23 às 07h e aos sábados, domingos e feriados.
Os resultados do inquérito serão transmitidos ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes, à Agência Ferroviária Europeia, à REFER e à CP.
Como o GISAF esteve inativo entre 2011 e 2013 por falta de direção e corpo técnico, ficaram pendentes de encerramento diversas investigações, que vão entretanto ser “gradualmente objeto de conclusão”, anunciou o organismo. Entre elas contam-se cinco acidentes em passagens de nível na Linha do Oeste, em 2006 e 2007, com envolvimento de quatro veículos ligeiros e um motociclo.




0 Comentários