Receia resultado nas próximas eleições autárquicas

Fernando Costa com mais uma intervenção mediática em congressos do PSD

Francisco Gomes

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Fernando Costa, ex-presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha e atual vereador em Loures, e ex-presidente da distrital do PSD de Leiria, fez uma intervenção de vinte minutos no Congresso Nacional do PSD, realizado no passado fim-de-semana em Espinho.
Fernando Costa falou ao longo de vinte minutos (foto Carla Fernandes)

O autarca afirmou esperar que fosse o “congresso da ressurreição da social-democracia”, mas considerou que o presidente do partido “pôs a fasquia muito alta”, quando Passos Coelho, na sua moção de estratégia global, aprovada sem votos contra e com duas abstenções, disse pretende obter uma vitória nas eleições autárquicas de 2017 e conquistar a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

“Eu não arriscava tanto, a vitória nas autárquicas vai ser muito difícil porque este Governo vai fazer todas as vontades. Ganhar a maioria das câmaras neste contexto é extremamente difícil e não faltará depois quem lhe venha cá pedir contas”, declarou Fernando Costa.

“Para ganharmos é preciso que Passos Coelho tenha coragem de curar as feridas dentro do partido por causa das autárquicas. Quem causou problemas foi quem preferiu meter à frente os interesses pessoais. A crispação entre PSD e CDS por causa das autárquicas é mau sinal e a geringonça [partidos que sustentam o governo] vai juntar-se”, referiu.

Fernando Costa disse subscrever a moção que propõe a criação do departamento de mulheres sociais-democratas, fazendo notar que os jovens, os trabalhadores e autarcas sociais-democratas já têm uma estrutura própria.

No seu discurso no congresso criticou a falta de concretização de moções temáticas aprovadas em anteriores congressos.

“Temos 27 moções excelentes, mas dezenas delas ao longo dos anos foram aprovadas e esquecidas no dia seguinte. Porque é que não foram levadas à prática?”, interrogou.

Discordou da moção de Faro, a favor da regionalização política. “Já temos políticos e despesas a mais. Cada aumento de lugares públicos é o povo que paga. Temos é que reduzir a despesa pública”, comentou.

O social-democrata acabaria por receber mais aplausos com as suas graças, como quando disse que percebia de linguagem gestual que aprendeu com Bordalo Pinheiro.

Depois de várias vezes ter sido advertido para finalizar a sua intervenção, por exceder o tempo, Fernando Costa disse ainda “meter as mãos no lume” por Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças que foi ouvida pelos deputados na Assembleia da República sobre eventuais incompatibilidades ao ter aceite exercer funções para a consultora britânica Arrow Global.

Para além da alteração dos círculos eleitorais e da regionalização, o PSD aprovou neste congresso eleições diretas para a escolha de candidatos autárquicos e para a escolha do candidato a primeiro-ministro.

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