“É uma demonstração de meios e capacidades das embarcações da estação salva-vidas de Peniche e do pessoal afeto, aproveitando para inserir no treino regular do pessoal de forma a manter a sua operacionalidade e níveis de excelência para as ações que têm de desenvolver nestas áreas”, manifestou o tenente Michael Santos, formador do ISN.
Foi usada uma mota de salvamento aquático, simulando-se uma vítima em situação de náufrago, cansado mas cooperante. A embarcação salva-vidas “Vigilante” serviu de suporte à operação e foi para onde o resgatador transportou o náufrago, em cima da maca de resgate, após ter transmitido instruções à vítima.
Noutro caso, um semirrígido aproximou-se do náufrago inconsciente e um tripulante agarrou nele e retirou as vias áreas da água, encaminhando-o de uma forma segura para a zona da popa, onde o outro tripulante da embarcação auxiliou com uma maca cesto apropriada para resgates em meio aquático, retirando-o para o interior do semirrígido. As macas cesto têm capacidade de flutuação, cintas para fixar vítima e possibilita que se executem manobras de reanimação da vítima.
“Estas operações apresentam sempre algumas dificuldades, principalmente na parte da compreensão do náufrago das instruções e riscos para o operador da mota de salvamento em situações de mar e de vento. O balanço é positivo e deu para perceber os níveis de excelência do pessoal”, referiu o tenente Michael Santos.
Jacinto Neves, patrão do salva-vidas “Vigilante”, declarou que “ter tecnologia é importante mas há que ter certificações, sangue-frio e coragem para atuar em determinadas situações que metem a vida em risco. Já passei por algumas em trinta anos a salvar pessoas no mar, já naufraguei, já virei embarcações para salvar inclusive colegas meus e já fui parar ao hospital”
Sobre o anúncio do secretário de estado da defesa nacional para responder à falta de pessoal, com 26 elementos este ano para as estações salva-vidas, 22 para o ano seguinte e cerca de 20 para 2018, Jacinto Neves comentou que “os barcos ainda não trabalham com drones e quem está no mar precisa de pessoal com competência e experiência”.




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