O autor da exposição é um fotógrafo e ator dos Açores, cuja obra está representada em várias colecções públicas e privadas em Portugal e França, incluindo o Centro Português de Fotografia, o Teatro Nacional D. Maria II e a Cinemateca Portuguesa.
Nesta exposição, que se estreia nas Caldas da Rainha, através da câmara de Carlos Medeiros, a cidade contemporânea e as suas paisagens, revelam-se em cada uma das fotografias.
“Através de diferentes imagens em diferentes momentos, Medeiros torna-nos cúmplices da observação das diversas mutações pelas quais as paisagens e os seus actores habitantes presentes e ausentes, passam. O artista funciona, assim, como um encenador, que nos revela o espaço entre limites através da sua objectiva”, refere a apresentação desta exposição.
Nestes registos fotográficos encontra-se também evidente uma determinada mediação das dicotomias, ilustrando o proposto pelo geógrafo Augustin Berque quando afirma que “a paisagem não reside somente no objecto, nem somente no sujeito, mas na interacção complexa entre os dois termos. Esta relação, que coloca em jogo diversas escalas de tempo e espaço, implica tanto a instituição mental da realidade quanto a constituição material das coisas”.
A exposição vai estar patente até 1 de Maio.





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