Aos 19 anos foi-lhe diagnosticado cancro na garganta e teve de remover uma das cordas vocais. Quase dez anos depois, o pesadelo regressou, com novo diagnóstico de cancro. Foi operado de urgência para conseguir respirar.
No dia 12 de fevereiro voltou a ser operado, durante nove horas e meia, para total remoção da laringe e parte da faringe. “Essa parte da faringe foi reconstruída com artérias e pele do meu braço, e para compensar essa remoção do meu braço, foi retirada pele da minha coxa para o braço. Correu tudo muito bem felizmente”, contou ao JORNAL DAS CALDAS.
“A recuperação, desde o primeiro dia, tem sido muito satisfatória, superando todos os prazos delineados neste tipo de cirurgias. O braço já está totalmente funcional e em relação à garganta, irei retirar a sonda pela qual me alimento por agora no fim dos tratamentos que irei iniciar em abril, assim como voltar a falar, passando por terapia da fala”, indicou.
Tendo emigrado em 2013 para Toronto, no Canadá, desde ali difundiu um apelo para reunir os fundos necessários para a sobrevivência. “Aproveito desde já para agradecer todas as iniciativas, ajudas e apoios que tenho recebido, desde o Canadá a Portugal e outros países. As verbas são para eu conseguir sobreviver, porque de momento estou impossibilitado de trabalhar e não tenho habitação própria, sendo que tenho que pagar uma renda no espaço onde habito, e serve também para medicamentos e alimentos como batidos proteicos que são caríssimos, entre outros. A operação e tratamentos são oferecidos pelo nosso Serviço Nacional de Saúde, não tendo quaisquer custos. O dinheiro que restar dos donativos será doado por mim a uma ou mais instituições ligadas à luta contra o cancro”, declarou Rui Pedro.
Segundo adiantou, “o regresso à música está a ser preparado, visto que agora tenho tempo de sobra para me concentrar em novos originais e pensar em futuros projetos. Felizmente já existem alguns convites. Em relação ao futuro, faço planos sim, mas não a longo prazo, porque a vida dá muitas voltas e nunca sabemos o que nos está reservado para amanhã”.
O caldense deixou uma palavra a todos os seus companheiros de luta nesta doença, para que “nunca desistam de lutar”, já que, sustentou, “50% da cura está na maneira como encaramos e reagimos à doença”.
Dirigindo também uma palavra de apreço “a todos no IPO (Instituto Português de Oncologia) de Lisboa que nos fazem sentir como se fôssemos das suas famílias”, Rui Pedro agradeceu ao JORNAL DAS CALDAS por estar a acompanhar o seu caso.




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