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Campeonato Nacional 1ª Divisão Sénior

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Huw Robbins

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Tempo muito agradável, quase sem vento, o relvado em boas condições, tudo para uma agradável tarde de rugby. Público em algum número também, pena que uma avaria na instalação elétrica do complexo desportivo não pudesse proporcionar outras condições ao público e, em particular, à tradicional terceira parte

Um jogo difícil em perspetiva do Caldas contra os líderes isolados e sem derrotas da 1ª Divisão. O Caldas teve a vantagem do ligeiro vento na primeira parte, e nos primeiros cinco minutos, ambas as equipas testaram-se mutuamente, com o jogo a desenrolar-se, principalmente, a meio campo. A partir desta fase inicial o Montemor aumentou a pressão e marcou um ensaio não convertido no canto esquerdo, após os seis minutos.

Iniciava-se uma tarde difícil para o Caldas. Os seus oponentes, de maior estatura e mais fortes fisicamente, só com bravura e determinação seriam ultrapassáveis. Aos nove minutos os pelicanos tiveram a sua primeira oportunidade de marcar pontos, mas o pontapé de grande penalidade, após uma boa sequência dos avançados e com boa ligação aos três quartos, foi desperdiçado.

O Caldas manteve a sua iniciativa atacante, o que face às circunstâncias se pode considerar admirável. Aos treze minutos e na sequência de uma penetração veloz em mais de 50 metros, o Montemor marcou mais um ensaio não convertido no canto esquerdo. A defesa caldense precisaria talvez de ser mais enérgica. Três minutos depois, o Montemor conseguiu um outro run decisivo, de que resultou um terceiro ensaio, não convertido. 1º Quarto: Caldas – 0 pontos/Montemor 15 pontos.

Os pelicanos mostraram-se valentes e corajosos, mas foram incapazes de parar os poderosos ataques, ao largo, do Montemor. Jogadas rápidas e em força são demais para o Caldas contrariar.

Ao intervalo: Caldas – 3 pontos/Montemor 32 pontos, tempo extra: 6 minutos.

Jogo de sentido único, mas com o Caldas a manter o seu espírito de luta. O Montemor inicia o segundo tempo a um ritmo elevado e um novo ensaio, convertido, é marcado no minuto 43. Os dez minutos seguintes foram talvez os mais competitivos de todo o jogo. No minuto 51, o Caldas ganhou um bom alinhamento, criou a partir desta plataforma um bom movimento de ataque, de que resultou uma penalidade, jogada à touche, contudo o alinhamento sequente, já nos cinco metros adversários foi perdido pelo Caldas, gorando-se uma excelente oportunidade. Na resposta o Montemor responde com movimento rápido mas o Caldas, defendendo com tudo, evita o toque de meta.

A pressão do Montemor continuou, e na sequência de várias formações ordenadas nos 5 metros Pelicanos o 3ª linha Giorgi Turabelidze é penalizado com dez minutos no “sin bin”. Na sequência e após nova formação ordenada resulta em novo ensaio, não convertido, para o Montemor no minuto 57. Não baixando os braços, o Caldas ganhou uma boa posse, aos 59 minutos, mas o movimento é estragado por opções erradas, no momento de ir aos postes ou à touche, perdendo-se, assim, talvez uma boa oportunidade de ensaio. 3º quarto: Caldas – 3 pontos/Montemor – 44 pontos. Bons momentos dos Pelicanos nestes terceiros vinte minutos, mas sempre que o Montemor intensificou o seu ritmo resultou a marcação de ensaios.

Resultado final: Caldas 10-65 Montemor (1 ensaio, 1 conversão e 1 pontapé de penalidade) – (11 ensaios e 5 conversões).

Alinharam pelo Caldas: Pedro Santos, Dorin Plameadala, Rui Santos, Luís Gaspar, Bruno Martins, Filipe Gil, Sebastião Vasconcelos, Giorgi Turabelidze, Salvador Cambournac, Jonathan Nolan (Cap.), Daniel Fernandes, Diogo Vasconcelos, Gonçalo Silva, João Leitão, David Esteves, Filipe Nobre, Tomas Melo e António Vidigal. Treinador: Patricio Lamboglia. Treinador-Adjunto: Guilherme Neves. Fisioterapeuta: Rodrigo Santos. Auxiliares: Pedro Esteves, Ricardo Marques. Diretor de Equipa: António Ferreira Marques

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