Valorizar e divulgar o Bordado das Caldas, promover ações de formação, workshops, ou outras atividades que deem continuidade a esta arte é o principal objetivo da constituição jurídica desta associação, composta, para já, por nove bordadeiras. A ideia passa por aumentar o número de pessoas que executa este complexo bordado e, consequentemente, de associados.
Como explica a bordadeira Principelina Louçã, “a constituição desta associação é o primeiro passo para um caminho de unificação de todos os interesses referentes aos bordados das Caldas”, acrescentando que “tem de se pensar objetivamente na formação de gente jovem, que dê continuidade, porque a maioria das bordadeiras já tem uma certa idade”.
Sendo o Bordado das Caldas da Rainha um património da cidade, urgia constituir esta estrutura que facilitará a articulação dos trabalhos e, entre outras, a obtenção de apoios, nomeadamente financeiros.
Formalmente constituída no passado dia 4, no Cartório Notarial de Caldas da Rainha, a associação, que tem sede no Centro Empresarial do Oeste (edifício da Expoeste) é uma “pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, tendo por objeto social defender, valorizar e promover, com identidade própria, os bordados das Caldas da Rainha, das quais os panos bordados com camaroeiros, pelicanos, coroas, filigranas, passarinhos e carinhas, são as peças e os símbolos mais emblemáticos”.
Na prossecução deste objetivo “privilegia uma abordagem cultural, artística, elegante e económica do seu objeto social” propondo-se, entre variadas ações, a promover e efetuar o registo, a qualificação e a Associação para a defesa dos Bordados das Caldas da Rainha, incentivar a inovação na abordagem artística e criativa, estimular a produção de peças qualificadas, apoiar iniciativas de investigação e divulgação, promover conferências, exposições, concursos e outros eventos, comercializar os artigos produzidos, com o fim de adquirir meios financeiros de suporte à atividade da associação e promover formação profissional.




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