Tendo em conta a época de colheitas, que ocupa os produtores, é a melhor data? E em que moldes deve ser feito o evento, para marcar o calendário nacional de feiras agrícolas?
O assunto foi debatido em “Pontos de Vista”, parceria da Mais Oeste Rádio e Jornal das Caldas.
Joana Filipe, do BE, disse ter “dúvidas se a época será a mais oportuna por causa da campanha da fruta e dúvidas sobre a localização”. “É importante dinamizar o parque mas é preciso saber se é adequado. Devem ser respeitados o espaço, as árvores e plantas. Se não for bem pensada a estrutura das tendas e stands poderá ter impato negativo no parque, mas estou a favor deste tipo de iniciativas. Há que saber quantas pessoas são esperadas para escolher o espaço que dê melhor resposta a este tipo de evento”, declarou.
Manuel Nunes, do PS, defendeu que “devia haver uma entidade conhecedora da matéria que supervisionasse e que pudesse dizer quantos eventos se pode fazer por ano e que repercussões nas árvores e espécies, algumas únicas no mundo. Não deve ser tratado como um jardim e não se pode permitir um evento qualquer”.
Admitiu que no passado o local foi “excelente”, mas também recordou “o efeito que deixou no parque” a realização de eventos.
“Com uma avalanche de pessoas fica tudo devassado”, sustentou, apesar de achar que a feira é importante para trazer movimento às Caldas.
Quanto à data, disse ser aquela que foi considerada “viável” face à calendarização de outros concelhos.
Joana Agostinho, do MVC, acha que o local “está muito bem escolhido” e não faria sentido fazer na Expoeste.
“Tudo o que não tenha planeamento e supervisionamento traz problemas negativos”, alertou. “Mas está a correr bem”, considerou, apontando haver uma preparação e comunicação do evento com antecedência.
Sobre a data, referiu que nessa altura já há fruta e aproveita-se o facto de haver muitos visitantes na cidade no verão.
António Cipriano, do PSD, afirmou que não se deve tratar o parque como “reserva ecológica”, porque isso levaria a afastar as pessoas daquele espaço.
“Também não estou de acordo que se façam dez grandes eventos no parque, mas também não é isso que está em estudo. Podemos ter dois ou três grandes”, opinou.
“Há sempre alguns efeitos colaterais, mas os benefícios foram claramente superiores e há uma preocupação de recuperação. A cidade precisa muito destes eventos”, argumentou, defendendo que a data é adequada.
Rui Gonçalves, do CDS, concordou ser um evento importante para a cidade, apontando ser o “cenário ideal”, tal como a data.
“O receio de milhares de pessoas na primeira edição não vai acontecer, porque são muitos anos de divórcio. É preciso que a primeira edição corra bem para ficar na memória”, sustentou.
“Estes eventos valem a pena se tiverem expositores de vários pontos do país e se tiverem promoção. Fazer uma coisa local não terá impacto”, indicou.
“As coisas podem-se fazer sem estragar. Claro que no fim tem de haver limpeza e manutenção. Degrada-se mais se não tiver utilização e as pessoas não retornarem ao parque. Pode ser um grande evento. Só depende da organização”, concluiu.




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