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“Os Pimpões” festejaram 78 anos

Mariana Martinho

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A Sociedade de Instrução e Recreio “Os Pimpões” festejou o 78º aniversário na passada sexta-feira. A noite de festa foi abrilhantada pelo grupo de teatro, que ia contando a origem e o desenvolvimento da instituição, que continua ativa e cheia de vitalidade. A coletividade tem cerca de doze mil associados e ao longo dos anos tem realizado os mais variados eventos lúdicos, desportivos e culturais. Como a coletividade não se faz sem associados, a direção também decidiu distinguir 40 associados que completaram 25 de filiação e três que são sócios há 50 anos.
Teresa Marques destacou o trabalho da direção dos Pimpões”

Ao entrar nos Pimpões, sentia-se imediatamente o ambiente de festa. Nas paredes, estavam afixados desenhos que davam os parabéns à instituição. Assim dava-se início à grande festividade no auditório dos Pimpões, a ser pequeno para acolher todos os presentes, que queriam assistir ao espetáculo.

A noite começou com um vídeo a divulgar as diversas atividades da coletividade, seguido de discursos e homenagens.

O público foi também presenteado com vários momentos teatrais e momentos de dança, protagonizados por alunas da Escola Vocacional de Dança, na classe hip hop e zumba. Ainda desfilaram algumas patinadoras da classe de patinagem artística. No final alguns elementos do público foram convidados a dançar o zumba e foram sopradas as velas e cantados os parabéns a esta coletividade.

A presidente da instituição, Teresa Marques, foi a primeira a usar da palavra, destacando que “em termos desportivos os tempos são de glória, já em termos culturais não podemos dizer o mesmo”, sublinhou a responsável, lamentando a plateia avariada e a impossibilidade de realizar espetáculos desde outubro.

Esta responsável lembrou que também “Os Pimpões” sentiu a crise mas que agora a coletividade está “confiante no futuro” e que continua “ativa e sempre a inovar, apesar dos dissabores que tem sentido nos últimos três anos”. Destacou o protocolo de concessão e exploração das piscinas municipais, que trouxe novas atividades aquáticas à sociedade, tendo sido “uma alavanca no desenvolvimento das iniciativas”.

Teresa Marques focou outras atividades como o zumba, o teatro, pedestrianismo, karaté, as festas de aniversário e animações, que continuam a ter “grande sucesso”. Frisou ainda a enorme importância das tradições que continuam a marcar presença e reaproximar a população do espaço.

Fez notar a existência da parceria com a Santa Casa da Misericórdia e intervenção precoce de Caldas e Óbidos. Para terminar, desafiou o público a procurar uma das modalidades, como o zumba gold, zumba, teatro, pedestrianismo, karaté, treino funcional, festas de aniversário, deep water, hidropower, deeprunning, entre outras e alertou, para o facto de a “instituição estar viva, mas precisar de vós para continuar a viver”.

Tinta Ferreira, presidente da Câmara, falou do “percurso multifacetado e atlético”, que a coletividade confina nas suas diversas valências e secções. “É uma instituição de referência do concelho, que se tem afirmado ao longo dos anos e dando contributo aos mais jovens e aos menos jovens”, salientou.

O autarca destacou ainda o protocolo de concessão e exploração das piscinas municipais, referindo que os Pimpões provaram que podiam vencer mais um desafio, com a gestão das piscinas municipais. “Hoje as nossas piscinas têm mais atletas, atividade e vivência”, disse o autarca, salientando que acredita na continuidade e no futuro da instituição.

Prémios Pimpão e distinções

A cerimónia serviu para homenagear os que mais se destacaram nas modalidades competitivas com os prémios Pimpão. Inês Henriques, a nadadora do momento, detentora de diversos recordes distritais, com17 medalhas nacionais, no escalão juvenil e júnior, foi uma das premiadas da noite.

Para além das homenagens também foram feitas distinções a três pessoas, pela “dedicação e defesa” da instituição. A primeira foi Ana Matos, porque “é uma pessoa que nos marca, cuja presença é reconhecida e a falta é sentida. Cuja disposição, sorriso e atitude positiva, faz-nos sentir gratos de a ter por perto”, afirmou Teresa Marques. O segundo foi Zé Manuel, que “desde o início demonstrou coragem, para enfrentar os novos desafios. Ao longo dos anos, todo o seu desempenho tem constituído um exemplo para todos os seus colegas, pela sua competência, dedicação e responsabilidade”, frisou Francisco Pereira. Por último, foi homenageado Francisco da Cunha Leal, pela doação e ajuda na aquisição das rodas para a plateia.

Atividades diversificadas

Foi destacada a natação, que continua a “produzir bons nadadores”, com 43 medalhas nacionais, entre elas 16 de ouro, 16 de prata e 11 de bronze.

A secção de basquetebol continua a “somar sucessos” e conta com 100 jovens praticantes. A patinagem artística, a mais recente modalidade desde 2012, conta atualmente com 49 atletas divididos por três escalões. Tendo em conta o número de atletas, a sociedade sublinha que as horas que dispõe para treinar no Pavilhão da Mata começam a ser escassas e as inscrições para a modalidade estão encerradas. A Escola Vocacional de Dança, dirigida por Isabel Barreto, conta com 260 alunos distribuídos pelos vários regimes de ensino.

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