Para poder avançar com este projeto, precisa de angariar mil euros. Com o objetivo de arranjar a verba necessária para a viagem, lançou-se num projeto através do CrowdFunding Portugal. Segundo Rita Campos, é uma forma simples e transparente de angariação de fundos através de financiamento colaborativo que conta com a ajuda da comunidade para doações anónimas, de forma a financiar determinado projeto através da internet. “O objetivo é permitir que as ideias possam tornar-se realidade através da angariação de fundos. Se cada membro contribuir com um pequeno apoio, é possível levar a cabo os maiores projetos”, explicou a caldense.
Se o projeto atingir o montante desejado na sua totalidade dentro do prazo estabelecido, a plataforma retém uma comissão de 5% (+IVA). Se essa meta não for atingida, todos os apoios serão devolvidos, sem qualquer custo. A inscrição é gratuita, tanto para o empreendedor como para os apoiantes.
Os mil euros é para a passagem de avião para o Sri Lanka, para a estadia e para a alimentação, durante duas semanas. A data limite para angariar os 1000 euros é dia 17 de março.
Para contribuir nesta campanha, Valentina – Livro de Rita Campos, basta aceder diretamente à página http://ppl.com.pt/pt/prj/valentina, clicar em “contribuir” e escrever o valor com que pretende apoiar. Depois seleciona o modo de pagamento (via Multibanco). Depois só tem que se dirigir ao Multibanco e efetuar o pagamento. Outra forma de apoiar este projeto é através de transferência bancária.
A autora nasceu em Caldas da Rainha a 4 de março de 1981. Com mestrado em Psicologia do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana e licenciada em Educação Física e no 1º Ciclo do Ensino Básico pela Escola Superior de Educação de Leiria, tem trabalhado na área da docência.
Rita Campos é escritora e contadora de histórias. Publicou o seu primeiro livro “O Gato Juno” em 2007, seguindo-se “A Manta Clarinha” e “O Meu Natal é o Melhor” em 2012, e o “Tui” em 2014.
O seu novo romance, que espera lançar nas Caldas da Rainha, dá vida a uma mulher chamada Valentina que a escritora acredita irá contagiar os leitores “pela sua alma selvagem”. “Valentina vive rodeada de mulheres, homens e crianças num local distante que abre caminhos até ao nosso mundo. Naquele lugar todas as mulheres vivem em matilha, encontram-se ligadas à Mãe Terra, honram o seu corpo, recorrerem aos poderes da intuição inatos às mulheres e celebram os seus ciclos”, explicou. “Contém o fôlego necessário para se dizer o que se sabe e o que se sente, e a coragem de suportar o que se vê sem afastar o olhar”, revelou.
Tendo em conta o que já escreveu, a escritora tem “consciência que depois desta viagem ao Sri Lanka “o romance melhorará substancialmente”, porque é inspirada nas histórias das viagens que faz. “São histórias muito diferentes das nossas, as preocupações deles são outras, não falam de casas, nem de carros, no máximo falam de motas”, descreveu Rita Campos, que “gostava de sentir a veracidade do Sri Lanka e de ficar a assistir ao mergulho da Valentina para dentro de si mesma”.
Foi na índia que iniciou o romance literário “Valentina”. “É um país de grandes contrastes e se por um lado temos templos e toda essa realidade, por outro lado temos situações nada boas na sociedade, nomeadamente na forma como tratam as mulheres. Ali existem bem mais meninos do que meninas, fato raro em quase todo o mundo”, contou, acrescentando que quando se “trata de uma menina os pais pedem aos médicos para fazerem um aborto”. “Quando a família não pode pagar a um obstetra, a menina, na maioria das vezes, é lançada no Rio Ganges logo após o nascimento. Em qualquer um dos casos, a decisão é sempre tomada pelo marido, sem que a mulher possa participar, pois a sua subserviência a ele não permite contestação”, relatou.
Quando está a escrever, Rita Campos inspira-se com tudo o que lhe rodeia e considera “extremamente importante estar no local, beber da cultura, crua, experimentar o sabor, o cheiro, a temperatura, o som, a energia, o ritmo das vozes, pois tudo isto leva à construção da história que está a ser criada”.





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