O Óbidos conseguiu um triunfo que teve tanto de sofrido como de justo, perante o Alcobaça. Num terreno difícil, devido às más condições climatéricas, não se podia exigir um jogo de grande qualidade técnica. Entrega e espirito de sacrifício, isso sim, estiveram sempre presentes nas duas equipas.
Apenas dois minutos foi o tempo que Yann demorou a inaugurar o marcador. Parte do sucesso do Óbidos nesta fase do 2º torneio da AF Leiria pode atribuir-se a esse estado anímico vitorioso.
Há boa dose de bipolaridade neste Óbidos. Por um lado, é aquela equipa que não arrisca um milímetro, que coloca a segurança defensiva acima de tudo. Por outro, é o diabo enfurecido, capaz de soltar o génio.
O Alcobaça foi uma equipa bem organizada, sabendo das potencialidades finalizadoras dos morcegos, com movimentos defensivos a ocupar todos os espaços e a sair em contra-ataque, no qual resultou no golo do empate aos 54’ por Henrique Rodrigues, mas acabou vítima da tal capacidade que os obidenses demonstram para resolver jogos mesmo quando neles não manda.
Este Óbidos tanto ganha por estrangulamento como por mortíferas bicadas carregadinhas de veneno. Foi o que aconteceu aos 55’, na sequência de um pontapé de canto apontado por Yann. Guilherme apareceu livre de marcação e rematou de primeira de pé esquerdo sem deixar a bola bater no solo.
Arbitragem de muito bom nível, num piso em que todas as marcações das linhas que delimitam o terreno de jogo, assim como as linhas das áreas do meio-campo, não são visíveis, são apenas linhas imaginárias. Difícil o árbitro analisar o fora de jogo, se a falta é dentro ou fora da grande área, se a bola passa na totalidade a linha de baliza, controlar a pequena área zona de proteção do guarda-redes, se a bola sai fora do terreno de jogo, etc, etc. Os árbitros depararam-se com todas estas condições adversas. O jogo só se realizou porque a equipa de arbitragem nutre um grande respeito por estes jovens jogadores de tenra idade.
O Óbidos, que é considerada a melhor equipa do distrito de Leiria dos Sub-12, está a jogar no pior recinto desportivo do distrito, pior que qualquer pelado. O piso oficial não reúne as mínimas condições, ficando sujeito que as equipas de arbitragem se recusem a realizar o jogo. Junto de uma das grandes áreas quando chove forma-se uma piscina onde só é possível praticar polo aquático. O problema não está na quantidade de chuva que cai, mas na deficiência do piso.
Espera-se que os responsáveis do pelouro do desporto da Câmara Municipal de Óbidos, proprietária do recinto desportivo, reponham as condições do piso para a prática desportiva.




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