Para Manuel Nunes, do PS, “vai permitir ao setor da restauração respirar um bocadinho, não vai aumentar o número de postos de trabalho, mas vai permitir aos donos dos restaurantes e desses estabelecimentos fazer reparações e pequenas melhorias”.
“Os preços não vão baixar, mas também não aumentaram quando o IVA subiu, e os donos encaixaram essa subida do IVA”, referiu, apontando ser “uma fase intermédia daquilo que se pretendia”.
“É um mal menor, uma solução razoável que vai permitir um certo alívio a este setor”, comentou.
Lino Romão, do BE, indicou que “está indicada a quebra na coleta de 700 milhões de euros, mas também era bom perceber qual o efeito económico da baixa do IVA, porque poderá suprida por um acréscimo de atividade económica. Verificando-se ou a criação de emprego, terá sempre um papel económico importante porque pode refletir-se na renovação de equipamentos”. “É uma medida positiva de alívio fiscal mas não vai ter reflexo no preço final da refeição porque as margens já estão completamente esmagadas e as pessoas estão a trabalhar no limite para manter a porta aberta. Espero que seja o princípio de um caminho de recuperação económica”, manifestou.
Rui Gonçalves, do CDS, disse que “o dinheiro tem de vir de algum lado”, apontando os impostos sobre os combustíveis, os automóveis e a banca. “Este sofisma de que acabou a austeridade é falso. Nos combustíveis já temos um exemplo”, declarou.
Emanuel Pontes, do MVC, gostava de saber qual era a expectativa e impacto da subida do IVA para 23%, porque “as contas não foram feitas convenientemente”, já que “se fossem, perceber-se-ia o impacto indireto, com a quantidade de desempregados e quantidade de estabelecimentos que fechou, e que o impacto do IVA foi maior do que o retorno o governo teve”. “São medidas sem planeamento”, considerou.
João Frade, do PSD, sublinhou que “sempre que baixamos o IVA é benéfico para as empresas”. “Mas tem se de ver a outra parte, que é o dinheiro que se deixa de receber, e ao qual a Europa está atenta”, referiu.
“O governo está a ter o primeiro choque com a realidade. Fez muitas promessas de que os cortes iam ser revertidos, mas não há dinheiro para tudo isto. Não é possível baixar o IVA para as bebidas. As agências de rating dizem que não é viável”, indicou.
José Carlos Faria, da CDU, fez notar que o aumento de 13% para 23% do IVA na restauração “não resolveu nenhum problema económico estrutural e de fundo mas causou ondas de choque que vão ser difíceis de lidar, que passaram pelos mais de 40 mil empregos que se perderam e catadupa de falências de restaurantes e pequenos estabelecimentos que fecharam. O governo entre 2011 e 2015 não quis ter isso em conta”.
“O governo anterior andou quatro anos a dizer que andava a pôr as contas em ordem, mas o saldo final é que a dívida aumentou. Não houve uma saída limpa da troika. Isso foi uma treta e estão aí as consequências”, sustentou, para a defender a medida do atual governo.




0 Comentários