O vereador Alberto Pereira disse que este projeto “implica a recolha do lixo a pé pelos trabalhadores do Município, o que do ponto de vista físico se tornará mais exigente e mais demorado, tendo sido já apresentada a questão aos trabalhadores da área da higiene urbana no sentido de serem congregados esforços tendo em vista a sua implementação numa zona não muito extensa da cidade e a título experimental”.
No entender do autarca social-democrata, “o serviço de recolha de lixo porta a porta apresenta vantagens e desvantagens”, estando a ser auscultados outros municípios, no sentido de procurar saber o que os levaram a seguir ou a abandonar este projeto.
Já para Manuel Isaac, “está provado que os contentores subterrâneos constituíram uma má opção no âmbito do projeto de regeneração urbana, face aos inúmeros inconvenientes que comprovadamente resultam da sua instalação, nomeadamente pela imobilidade, impacto visual, péssima estética urbana, difícil limpeza e manutenção e provocadores de maus cheiros na cidade”.
A solução do CDS visa “libertar o espaço urbano da presença de contentores”. Neste método de recolha de lixo, “deve ser definida uma área de atuação” e após um período de experimentação, adaptação e correção da metodologia, deverá ser extensível a outras zonas da cidade.
“Por outro lado, com a adoção do uso de sacos coloridos e de diferentes dimensões, consoante o tipo de lixo e o volume produzido, estamos a implementar a separação dos tipos de lixos e com isto, a fazer pedagogia ambiental”, sustentou.
Quanto ao método de recolha, “deve ser organizado segundo uma agenda semanal, definindo os dias de recolha de cada tipo de lixo, a implementar em articulação com serviços de limpeza, tomando em consideração os horários mais adequados aos cidadãos a quem o serviço é destinado e prestado, horário essa em que os sacos serão colocados no exterior dos edifícios”, referiu.
“A solução de recolha “porta a porta” permite libertar o espaço urbano da presença inamovível e esteticamente aberrante dos contentores, é de rápida implementação e vai ao encontro dos cuidados ambientais que deve ter uma cidade que se pretende a caminhar rumo à modernidade”, defendeu, propondo que haja explicação do processo à população envolvida na área de atuação que vier a ser definida.
O vereador Alberto Pereira sugeriu a criação de um folheto informativo a divulgar junto da fatura da água.



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