Departamento de Investigação Criminal de Leiria, deteve a mulher de 26 anos com quem ele vivia há mais de dois anos, o irmão dela, de 24 anos, e a namorada do irmão, de 31 anos. Os três foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo saído em liberdade enquanto aguardam o desenrolar do processo. A companheira e o irmão com apresentações diárias às autoridades policiais e a outra mulher apenas com termo de identidade e residência.
Os contornos da morte vão agora ser apurados. Segundo a PJ, existiam queixas de violência doméstica. “O crime de homicídio terá sido perpetrado na noite do desaparecimento, em 11 de fevereiro do ano passado, mediante agressões físicas, seguindo-se a profanação e ocultação do cadáver, bem como a ilegítima apropriação de pertences da vítima e falsificação de documentos”, revelou a PJ.
José Noronha, de 55 anos, era um homem de negócios e fazia diversas viagens ao Brasil. Por isso, chegou a pensar-se que estaria ausente nesse país, mas como nunca mais apareceu foi dado o alerta do desaparecimento, inclusive pela companheira, que estava grávida na altura do crime e cuja última ocupação foi num call-center nas Caldas da Rainha.
A PJ desenvolveu investigações e chegou até ao cadáver, enterrado na área ajardinada de uma moradia em Alfeizerão que tinha sido ocupada entre março e agosto do ano passado pelo irmão da companheira da vítima, e da respetiva namorada, ambos empresários nas Caldas da Rainha.
De acordo com o proprietário da vivenda, o contrato foi rescindido porque o casal remexeu o quintal, retirando um limoeiro do sítio onde José Noronha foi encontrado enterrado.
A convicção da Polícia Judiciária é de que o corpo do industrial tenha sido escondido durante cerca de um mês noutro local, antes de ser levado para aquela vivenda.



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