“Consideramos completamente excêntrico que seja o pessoal da autarquia quem está a efetuar o inventário de um património que apenas o outorgante tem o dever de reportar”, manifestaram Rui Correia e Jorge Sobral, condenando a “subserviência institucional do presidente da câmara a este conselho de administração”.
“Tomamos assim nova consciência da forma irresponsável como esta concessão vai sendo executada. Esta câmara e este presidente aceitam uma concessão, com rendas que os caldenses pagarão, sem saber exatamente o que lhes é concessionado. Assina-se documentos com pompa e circunstância e só depois é que se há de saber oficialmente o que nos é entregue. Esta prática é profundamente reprovável e representa uma inversão incompreensível da forma de proceder a uma concessão”, comentaram os socialistas.
Os autarcas lamentaram o “amadorismo com que tantas decisões são tomadas por este executivo”, confessando terem ficado “perplexos” “com a inépcia do conselho de administração cessante que, até ao último dia, se revela de costas voltadas para o município”.
“Consideramos este gesto como a derradeira ilustração da má-fé que sempre caracterizou o conselho de administração do CHO. Por outras e agora esta razão, a sua demissão representa uma oportunidade para a melhoria das relações entre o Hospital e o Município, que esperamos venha a concretizar-se”, afirmaram.




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