Alexandra Dengucho começou por partilhar que aceitou ser mandatária distrital “em primeiro lugar, pelo facto de Edgar Silva dedicar-se à causa dos trabalhadores e na defesa da dignidade das pessoas, dos oprimidos e dos mais fracos. Em segundo lugar, por ser uma candidatura unipessoal e representada num suporte de uma ação coletiva, com imenso e valioso património de luta pela liberdade, democracia e pelo progresso social”. Salientou também o facto de ser uma “candidatura coerente e comprometida nos interesses dos trabalhadores, do povo e do país, animada por uma profunda convição e confiança, na construção de um Portugal mais desenvolvido, justo e soberano”.
“É uma candidatura que tem como objetivo, dar expressão às preocupações e anseios dos trabalhadores e do povo português, tendo por base o programa da Constituição da República Portuguesa”, apontou a mandatária, sublinhando que o documento resulta da luta organizada do “povo português e da força que abril lhes deu”.
“Com uma Constituição que, apesar das sete revisões, os direitos dos trabalhadores não têm sido cumpridos sistematicamente por parte dos sucessivos governos, com a aprovação do Presidente da República”, dar força à candidatura de Edgar Silva tem como objetivo assegurar na Presidência da República alguém que passe a dignificar esse órgão de soberania e que defenda a Constituição da República”, manifestou.
“As eleições do próximo dia 24 ganham uma nova centralidade e uma importância reforçada. Este é um tempo que se impõe uma linha interventiva e mobilizadora, uma continuidade na luta pelos direitos e pela melhoria das condições de vida, aproveitando a oportunidade política aberta pelas eleições de 4 de outubro”, disse a mandatária, explicando que é necessário impedir que o novo Presidente da República se constitua como “uma força de bloqueio e um entrave a tudo o que seja legislação mais avançada, que altere as políticas que a direita venha impor a Portugal”. Também aproveitou para criticar o atual Presidente da República, que “não conseguiu esconder o desagrado em dar posse a um governo que contraria a sua vontade”.
“Marcelo Rebelo de Sousa não é melhor do que Cavaco Silva”
Para Alexandra Dengucho, o candidato Marcelo Rebelo de Sousa “não é melhor do que Cavaco Silva, pois representa a continuidade da situação e constitui um perigo para o qual devemos estar alerta”, pois coloca-se na “linha direta de Cavaco Silva, sendo seu protegido e conselheiro”.
“Existe uma forte vinculação do professor Marcelo Rebelo de Sousa ao ideário da direita, que faz olhar para a sua candidatura com grande preocupação”, frisou a mandatária, reforçando a ideia de que constitui um “risco para a democracia e para o progresso social”. De acordo com a mesma, “é uma candidatura de retrocesso, que tenta iludir o povo e recorre a todos os métodos para ganhar as eleições”.
Segundo Alexandra Dengucho, “não podemos pactuar com o intolerante ataque às funções sociais do Estado, face ao corte do investimento público e à desagregação da administração pública. Não podemos ser cúmplices do ataque ao serviço nacional de saúde, à escola pública, como também não podemos aceitar a ofensiva contra o trabalho e os seus direitos, pactuar com o corte nas prestações sociais, roubo aos rendimentos, justiça fiscal, desemprego, precariedade, violação de direitos, enquanto se refina o apoio ao grande capital, que não para de aumentar os seus lucros”. Para terminar, apelou aos presentes que votem, “para ajudarem a lutar por uma mudança e esperança de um futuro melhor”.
“Nenhum candidato tem o compromisso, como tem o nosso camarada Edgar Silva”
De acordo com João Ferreira, estamos “em plena batalha”, de forma a convencer um maior número pessoas a convergir “o seu voto nesta candidatura”. Começou por falar da Constituição Portuguesa, que “tão maltratada foi nos últimos anos”.
“A nossa Constituição é totalmente diferente das restantes da Europa, sendo filha de uma revolução, o 25 de abril, e que pôs fim, há mais longa ditadura fascista”, apontou o eurodeputado, que explicou que “é a lei fundamental do país, onde estão os pilares da organização do estado e da democracia”. Além de apontar um caminho também indica quais são “os instrumentos de que o Estado se deve dotar, para percorrer esse caminho”.
“Se alguma coisa explica o caminho que o país tem percorrido ao longo dos últimos anos, de empobrecimento, desmantelamento da sua capacidade de criar riqueza, agravamento na desigualdade na distribuição da riqueza, deve-se aos sucessivos governos que não se guiaram de acordo com os princípios da Constituição”, referiu João Ferreira. Falou das funções e os poderes do órgão de soberania nacional, sendo “exercidos sempre com referência à Constituição”. Igualmente referiu alguns dos princípios fundamentais da Constituição, exemplificando com casos em que “a Constituição tem sido afrontada nos últimos anos, principalmente desde a entrada do país na União Europeia”.
Segundo João Ferreira, “se a Constituição fosse respeitada, o país não estava na situação que está. Um país que foi empobrecido, pelos sucessivos governos “. Sublinhou ainda que “nenhum candidato tem o compromisso como tem o nosso camarada Edgar Silva”, pois é a única candidatura que “transporta para os seus cartazes, os valores da revolução de abril”.
O eurodeputado também afirmou que a candidatura tem por base a “defesa dos valores de abril”.
Para João Ferreira, um “bom resultado e boa votação” em Edgar Silva garante duas situações. “ Por um lado, os votos que vão ajudar a derrotar o candidato da direita, e por outro, a sinalizar a força que tem de ter este projeto de desenvolvimento, que é a Constituição. Sublinhou igualmente que o financiamento da campanha é fruto das “contribuições militantes daqueles que apoiam a candidatura e totalmente independente de interesses financeiros”.




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