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Caldas da Rainha na criação da Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas

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Representantes dos municípios de Mafra, Caldas da Rainha, Alcobaça, Tondela, Reguengos de Monsaraz, Redondo, Ílhavo, Barcelos e Aveiro, reunidos nos Paços do Concelho de Mafra no passado dia 13, acordaram criar a Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas com o objetivo estratégico de promover as cidades e vilas portuguesas com tradição cerâmica, seja do tipo patrimonial, produtivo, cultural ou de outra índole, bem como promover a criação artística e a difusão da cerâmica contemporânea.

A associação tem como objetivo integrar e colaborar com as associações congéneres de âmbito europeu e com outras entidades similares dos países europeus ou do resto do mundo, nomeadamente no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial das Cidades Cerâmicas AEuCC), que já reúne as congéneres de Itália, França, Espanha, Roménia e Alemanha. Este Agrupamento tem como objetivo levar a cabo estratégias e ações de cooperação territorial, tornando a cerâmica em todos os seus domínios como um instrumento para reforçar a coesão económica, social e territorial prevista no Título XVIII do Tratado da União Europeia.

Nas próximas semanas um comité constituído por alguns destes municípios vai elaborar os instrumentos necessários para a concretização legal desta associação que será submetida em plenário a todos os municípios portugueses com ligação histórica, patrimonial ou criativa à cerâmica (nas suas dimensões de produção artesanal ou industrial com base histórica ou criativa, utilizando os diversos materiais, da olaria à porcelana, incluindo o grés e a faiança), que desejem aderir e participar nas suas ações e atividades.

Presentemente o agrupamento europeu reúne mais de uma centena de cidades europeias dos cinco países inegrantes, estando em curso idênticas diligências para constituir associações nacionais em diversos países como a Polónia, Eslovénia, República Checa e outros países europeus.

Este agrupamento já é um interlocutor importante com as várias instâncias europeias, para a defesa da atividade e herança patrimonial cerâmica, nomeadamente a Comissão e o Parlamento Europeu.

Em Portugal, dada a sua riqueza em argilas e barros, há cerca de uma centena de concelhos com tradição na produção cerâmica artesanal e industrial com raízes históricas de vários séculos, que poderão participar nesta associação e desenvolver atividades para a reafirmação das suas raízes históricas e culturais.

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