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Jovem de Peniche assassinado e enterrado em quintal de vivenda em Chaves

Francisco Gomes

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O corpo de um jovem de quinze anos, de uma família de Peniche, que estava institucionalizado desde 2011 na Escola de Artes e Ofícios Professor Nuno Rodrigues, que acolhe crianças e jovens em risco e que pertence à Santa Casa da Misericórdia de Chaves, foi encontrado enterrado no quintal de uma vivenda naquela cidade transmontana.

O cadáver foi localizado no dia 4 de novembro de 2015 mas só na semana passada é que se conseguiu proceder à identificação a vítima. O corpo foi descoberto de forma acidental pelo proprietário da casa, que mora em Espanha mas que regressou a esta residência, tendo sido a sua cadela a farejar o cadáver e a desenterrar um pé no quintal da sua casa. Estava parcialmente queimado e daí a dificuldade para apurar a identidade – Tiago, um dos cinco filhos de uma ajudante de cozinha num restaurante de Peniche.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, anunciou entretanto que identificou e deteve um jovem, de 19 anos, e a sua amante, de 32 anos, que é casada, pela presumível autoria dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

De acordo com a PJ, o crime ocorreu em finais do mês de outubro de 2015, “quando os suspeitos, mediante plano previamente estabelecido e por motivo fútil, agrediram violentamente a vítima até à morte”. Poderá ter havido um ajuste de contas, que ultrapassou os limites.

“Posteriormente, com a colaboração de dois jovens do sexo masculino [sobrinho do detido] e feminino [filha da detida], de 15 e 12 anos, respetivamente, procederam à ocultação do cadáver”, adianta a PJ. Estes dois foram ouvidos nas instalações da PJ e regressaram a casa sem medidas cautelares.

O casal suspeito está ainda indiciado por vários roubos “por esticão” e furto qualificado perpetrados nos últimos meses nas cidades de Lamego, Peso da Régua, Vila Real e Chaves. O jovem detido conhecia Tiago porque viveu na mesma instituição que acolheu a vítima mortal.

Tiago terá sido assassinado por ameaçar os agressores de que denunciaria os crimes que teriam cometido ou por causa de um relacionamento que tinha com a filha da detida. São estas as duas hipóteses investigadas pela PJ.

Sem ocupação laboral, foram presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas, ficando em prisão preventiva.

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