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Comitiva internacional visita a Universidade Sénior Rainha D.Leonor 

Mariana Martinho

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A Universidade Sénior Rainha Dona Leonor recebeu na passada quinta-feira, uma comitiva de nove responsáveis oriundos da Ucrânia, Rússia, Azerbaijão, Brasil e Nigéria numa deslocação organizada pelas Redes de Universidades da Terceira Idade (RUTIS), para criar nesses países um projeto de educação para a população idosa. A instituição é considerada uma das melhores universidades seniores do país e constitui uma referência para outras entidades, devido ao seu modelo de funcionamento. Como tal, esta visita estava inserida no programa de um curso internacional de gestão de universidades seniores criado no âmbito de um projeto europeu financiado pelo “Programa Tempus”, que tem como objetivo a criação de universidades seniores na Ucrânia, Rússia e Azerbaijão.?
Comitiva de cinco responsáveis oriundos da Ucrânia, Rússia, Azerbaijão, Brasil e Nigéria

ARUTISé uma Instituição de Utilidade Pública, uma entidade representativa das Universidades Seniores (UTIs) Portuguesas, e ainda representante nacional junto da Associação Internacional de Universidades da Terceira Idade e da UNESCO na II Assembleia Mundial do Envelhecimento.

O objetivo da associação é dar apoio às Universidades Seniores que surgiram durante o III Encontro Nacional deUTIsque decorreu em Almeirim. Nesse encontro os dirigentes presentes referenciaram a necessidade de criar uma rede que unisse as 30UTIsexistentes na altura. Assim surgiu aRUTIS que foi criada oficialmente a 21 denovembrode 2005.

A Associação tem como missão a promoção do envelhecimentoativoe das Universidades Seniores, sendo estas “a resposta social, que visa criar e dinamizar regularmenteatividades sociais, culturais, educacionais e de convívio, preferencialmente para os maiores de 50 anos. As atividadeseducativas são em regime não formal, sem fins de certificação e no contexto da formação ao longo da vida”.

Luís Jacob, presidente daRUTISapontou também que a associação está a participar num projeto europeu com duração de dois anos, em que “ensinamos os países do Leste, neste caso a Ucrânia, Azerbaijão e a Rússia como se montam universidades seniores”.

“Esta é a segunda vez que recebemos um grupo de pessoas, uma semana em Portugal para aprenderem e terem formação. Como tal, fazemos sempre um roteiro cultural (Caldas da Rainha, Óbidos, Nazaré e Fátima), para conhecerem a região e fazemos questão de parar nas Caldas da Rainha, para mostrar a universidade como exemplo aos outros países”, disse.

Igualmente afirmou que as” 260 universidades seniores que existem em território nacional fazem com que Portugal tenha a maior rede do mundo, não havendo nenhum país que se aproxime sequer a este número de estabelecimentos de ensino”.

A visita contou ainda com a presença da vereadora da Câmara das Caldas, Maria da Conceição Pereira, que mencionou que há semelhança de outros municípios,” Caldas da Rainha tem apostado em diferentes respostas para os idosos, nesse sentido a universidade sénior, faz parte de uma das diretivas para uma vida ativa”. ?Em relação, a este ano letivo a instituição já conta com cerca de 250 alunos para as mais de vinte e três disciplinas, que a universidade dispõe. Segundo a vereadora, a universidade é “um espaço de convívio, em que as pessoas tornam-se ativas e sobretudo um local de aprendizagem, que temos vindo a melhorar ao longo do tempo”.

Mariana Martinho

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