Luís António Casanova Ferreira, de 84 anos, morreu num hospital de Lisboa após de quinze dias de internamento.
Casanova Ferreira, na altura major, procurou por todos os meios aliciar unidades militares para derrubarem o Governo, sobretudo, os páraquedistas e a Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Contudo, estas recusaram participar face à fragilidade dos planos apresentados, mas Casanova Ferreira não desarmou, acreditando que, mesmo sem planos, “basta sair uma unidade para saírem todas as outras atrás”.
A revolta seria adiada, apesar do capitão Virgílio Varela não ter aceite a ordem de desmobilização. Os militares do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, apesar das dúvidas que os assaltavam, neutralizaram o seu comandante e saíram em direção a Lisboa. O 16 de março estava na rua. Não resultou mas pouco mais de um mês depois dava-se a Revolução dos Cravos.



0 Comentários