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Câmara das Caldas empresta equipamento aos munícipes com problemas de mobilidade

Marlene Sousa

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A Câmara das Caldas da Rainha investiu cinco mil euros num “banco de ajudas técnicas” com equipamentos que já podem ser requisitados, a título de empréstimo, por munícipes com problemas de mobilidade.
Câmara das Caldas investiu cinco mil euros num “banco de ajudas técnicas”

“Pretende-se auxiliar com camas articuladas, grades, colchões tripartidos, colchões antiescara, canadianas, almofadas, cadeiras de banho, bengalas, cadeiras de rodas, andarilhos, pedaleira, mesa basculante p/cama, entre outros, os idosos ou pessoas que tiveram um acidente ou outra situação que provocou problemas de mobilidade”, disse a vereadora da Ação Social, Conceição Pereira, durante a apresentação do Gabinete de Ajudas Técnicas na passada quinta-feira.

“Sabemos que a Segurança Social e outros organismos disponibilizam estes equipamentos, mas nem sempre são suficientes e pretendemos facilitar a vida das pessoas”, afirmou a autarca.

“Estas ajudas são temporárias. Quando a pessoa deixar de precisar são devolvidas, para que outros as possam utilizar”, referiu, acrescentando que este serviço destina-se “em primeiro lugar a famílias com mais carências económicas, que não têm facilidade em aceder a este tipo de equipamentos, e que efetivamente precisam”.

Claro que há equipamentos que não poderão ser reutilizados por outras pessoas, pelo que a autarquia fará a sua renovação à medida que for necessário.

O Gabinete de Ajudas Técnicas foi apresentado à comunicação social nas antigas instalações da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, na Rua do Sacramento, nº 7, r/c, local onde estão guardados os cerca de cem equipamentos adquiridos pela autarquia no valor de cinco mil euros. Para pedir o equipamento o munícipe tem que se dirigir ao serviço de ação social da Autarquia.

A implementação deste Gabinete não substitui os serviços das entidades que habitualmente prestam estes apoios, antes os complementam: através da cedência dos equipamentos, agiliza o processo para que o utente que carece da ajuda a possa utilizar de imediato.

Irá funcionar como mais um recurso da rede social do concelho, que, segundo a vereadora, “até ao final do ano contará com pelo menos uma instituição de solidariedade em cada freguesia”. Faltava-nos o Coto e São Gregório, o Coto já está a funcionar e São Gregório a partir de setembro irá abrir a sua instituição de apoio”, relatou.

Nas declarações prestadas à comunicação social, Maria da Conceição Pereira sublinhou que o rigor na análise das situações sociais e o trabalho em rede das instituições é fundamental para que se “cumpram os objetivos de ajudar bem e melhor”.

A vereadora destacou que nas Caldas existe “uma cobertura muito boa de equipamentos sociais” e que o concelho é “uma referência a nível nacional na forma como as instituições se têm organizado”. “Estamos permanentemente a trabalhar em rede e a avaliar as situações”, apontou.

Cantinas sociais com menos procura

De acordo com a vereadora este trabalho em rede tem dado resultados, levando até que haja uma diminuição dos pedidos de apoio ao nível das cantinas sociais.

“Observamos que estão a diminuir e isso deve-se precisamente a um trabalho que tem sido feito em conjunto entre as diversas instituições que têm cantinas, as que apoiam com alimentos, bem como apoios para rendas e medicamentos. Ninguém deseja que existam cantinas sociais nem distribuição de alimentos”, manifestou a vereadora, satisfeita por constatar que “com esta rede de apoios, muitas pessoas estão a conseguir reorganizar as suas vidas”.

De 460 refeições diárias, os pedidos de apoio a nível de cantinas sociais no Concelho das caldas diminuiu para 413.

A Cantina Social da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha tem um protocolo para 140 refeições diárias e continua a fornecer as mesmas. Também a Fonte Santa, na Serra do Bouro, serve cem refeições diárias.

O Centro de Apoio Social do Nadadouro, que servia cem refeições diárias está neste momento a fornecer 88. A Associação de Solidariedade Social da Foz do Arelho passou de 90 passou para 70. A Casa do Povo de A-dos-Francos reduziu de trinta para quinze.

Em termos de habitação social a rede tem também “conseguido resolver as situações que surgiram e fazer um trabalho para que as famílias saiam da situação de carência”, revelou Conceição Pereira.

Marlene Sousa

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