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Naufrágio

Mergulhadores de apanha de algas safam-se de aflição no mar

Marlene Sousa / Mariana Martinho

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Uma embarcação que se dedicava à apanha de algas marinhas junto a São Martinho do Porto, na segunda-feira por cerca das 16h45 naufragou e foi ao fundo. Os oito tripulantes tiveram que ser resgatados, pelo bote salva vidas do Instituto Socorros a Náufragos (Capitania do Porto da Nazaré). Os tripulantes tinham entre 30 a 60 anos, sendo que oito foram salvos na balsa salva vidas. Um dos mergulhadores nadou cerca de 500 metros até terra (Serra do Bouro), e pediu socorro aos pescadores que se encontravam naquela zona.
Alexandre Cruz foi um dos tripulantes do naufrágio

O alerta foi dado ao Instituto Socorros a Náufragos, pelas 17h25. O comandante da capitania do Porto da Nazaré, Lourenço Gorricha, disse ao JORNAL DAS CALDAS, que receberam ”a indicação que havia uma embarcação a naufragar, junto ao mar da Serra do Bouro, sendo de imediato acionados todos os meios disponíveis”.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto, a Policia Marítima, GNR, INEM e VMER.

“A embarcação conseguiu chegar ao local bastante rápido e recolheu os homens que se encontravam já na balsa salva vidas. Na balsa salva vidas estavam oito homens sendo que um terá chegado à terra pelos próprios meios”, adiantou o comandante.

O naufrágio não fez vítimas e todos os tripulantes foram socorridos no Cais de São Martinho do Porto, com alguns sinais de hipotermia, dispensando a ida ao hospital.

“A onda de um metro e meio apanhou-os desprevenidos, levando o barco a virar”, relatou Alexandre Cruz, de 39 anos, de Peniche que era um dos mergulhadores da embarcação de cerca de dez metros, com o nome de “Barracuda”.

“ Apanhamos um susto, mas a nossa principal preocupação era com o bem estar dos vigilantes, uma vez que nós mergulhadores estamos mais preparados para estes incidentes”, adiantou.

A tripulação encontrava-se trabalhar a quatro milhas da costa da Serra do Bouro, quando foram apanhados pela onda. Segundo, o mergulhador “os meios de salvamento demoraram cerca de uma hora para chegar ao local”.

No cais de São Martinho do Porto estavam os outros tripulantes acompanhados pelos familiares, que não ganharam para o susto.

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