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Jerónimo de Sousa participa na Festa de verão da CDU na Foz do Arelho

Mariana Martinho

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“O país precisa de virar a página, mas não basta mudar de governo, é preciso também mudar de política”, apelou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, enquanto discursava no passado domingo, no almoço comício da CDU, no pinhal junto ao Penedo Furado, na Foz do Arelho.
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP na Foz do Arelho

Na iniciativa estiveram presentes mais de três centenas de militantes e simpatizantes da CDU (coligação do PCP com Os Verdes), que ouviram o secretário-geral do PCP criticar “as privatizações, o aumento dos níveis de desemprego e da precariedade que teve como consequência o aumento da emigração e ao aumento da dívida pública, sendo o resultado de três décadas de integração capitalista com o seu rol de imposições e pragas da política de direita”.

“Duas grandes opções estão colocadas ao povo português: romper com as políticas de desastre e condenar os que são responsáveis por quase quatro décadas de política de direita ou, pelo contrário, apoiar e dar força à política patriótica e de esquerda que o PCP e a CDU propõem tomar”, sublinhou.

Igualmente descreveu o estado do país, como sendo “ trágico”, pois atravessa “um dos períodos mais sombrios da vida democrática, após quatro anos de governação e de uma legislatura marcada pelas decisões do PS, PSD e CDS-PP, e pelos arranjos e acordos que entre si promoveram a troika estrangeira do FMI, União Europeia e Banco Central Europeu”.

Para Jerónimo de Sousa, o processo da Grécia, com “suas contradições e ambiguidades”, reforçam a “justeza da posição do PCP, que defende a libertação da submissão ao euro”.

“É uma irresponsabilidade não a considerar, ao contrário dos que chutam para o lado a necessidade e importância de Portugal dispor da soberania orçamental, cambial e monetária, conquistada há mais de 800 anos”, sublinhou o responsável, que aproveitou para lançar um desafio “ao povo português para mais uma vez decidir o seu próprio devir coletivo”, sendo esse o fundamento das propostas do partido.

“Não podemos ter um país acorrentado às atitudes de Bruxelas e de Berlim, nem podemos ser um povo refém das chantagens do BCE e do Eurogrupo”, afirmou, sublinhando a importância da soberania orçamental e monetária do país.

O secretário-geral do PCP também enumerou as propostas eleitorais da CDU, caraterizando-as como um programa eleitoral que demonstra que existe “uma solução para os problemas nacionais”. Assim as propostas anunciadas têm por base “a rutura com as receitas e caminhos que afundaram o país, a renegociação da dívida, com base na redução montantes e juros, o crescimento económico e o emprego como objetivos centrais, o desenvolvimento da produção nacional, a valorização da agricultura, a reindustrialização do país, o bem-estar e a qualidade de vida, o direita à saúde, o combate à pobreza e a luta pelos direitos dos cidadãos”.

Durante a iniciativa, Isabel Freitas, mandatária da candidatura, apresentou os elementos que vão fazer parte da lista da candidatura às eleições para a Assembleia da República, pelo Círculo Eleitoral de Leiria. Segundo a responsável, trata-se de uma lista com candidatos em que sete têm menos de 40 anos e os restantes com idades inferiores a 45 anos, sendo que 47% são mulheres.

Trata-se de uma lista encabeçada pela dirigente sindical Ana Rita Carvalhais e ainda por Vítor Pereira (vereador na câmara da Marinha Grande), João Paulo Delgado (pescador), Fátima Messias (sindicalista), Henrique Bertino (independente e presidente da junta de freguesia de Peniche), Sílvia Correia (membro da Assembleia Municipal de Óbidos), Vanda Marques (independente e vereadora na Câmara de Alcobaça), José Carlos Faria (Caldas da Rainha), Edgar Bom (independente da Marinha Grande), Rita janeiro (da JCP de Leiria), Maria de Los Angeles (vereadora na Câmara de Bombarral), Fernando Domingues (Pombal) e Lara Lino (Junta de Freguesia da Marinha Grande), David Braz (Junta de Freguesia de Peniche) e Filipe Reis (Assembleia Municipal de Leiria). Segundo o secretário-geral do PCP, a lista de nomes divulgada é “a garantia de uma lista de pessoas com reconhecida capacidade, ligada aos problemas da sua região, aos trabalhadores e às populações”.

Para terminar, salientou que “nós partimos para a batalha convictos que é possível fazer da CDU a grande força capaz de contribuir e protagonizar a viragem da situação nacional a que os portugueses aspiram”.

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