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“Poeta Desconhecido”

“Homem do Lixo”

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Não procuro na escrita glória ou fama, Das pessoas, nem sequer um louvor... Hoje grande, amanhã na lama, Tal o amado que perdeu o amor!

Não procuro na escrita glória ou fama,

Das pessoas, nem sequer um louvor…

Hoje grande, amanhã na lama,

Tal o amado que perdeu o amor!

Caminho incerto, que a luz não alumia,

Como a sorte, de um jogador a perder…

Quanto mais arrisca, mais esvazia,

Do verso surdo, à voz que o ler!

Dos louros de poeta, é cada folha um engano,

São fumos e delírios de uma caneta…

Mas dos meus sonhos, sou eu soberano,

E seus mistérios, encerro nesta caderneta!

Não preciso que o digam, serei desconhecido,

Não conhecerei prémio, por inglória obra…

Por fim, quando deste mundo tiver partido,

Deixem me ao menos ser, o que da poesia sobra!

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