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Praga de ratazanas estraga redes no porto de pesca da Nazaré

Francisco Gomes

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Os pescadores do porto da Nazaré queixam-se que uma praga de ratazanas tem destruído redes e causado prejuízos. Houve barcos que ficaram impedidos de ir para o mar por terem as artes de pesca danificadas.
As redes tém aparecido rotas, com prejuízos para os pescadores

Os ratos roem as redes das embarcações. O seu aparecimento deve-se, segundo os pescadores, ao lixo amontoado no porto de pesca.

“À entrada do porto há um terreno que é uma floresta de ratos ao ar livre, parecem coelhos, e tem de se limpar isto”, afirmou Manuel Meco, mestre da embarcação “Pedra do Leme”.

Os prejuízos são grandes. “As pessoas vão para o mar com as redes todas rotas sem saberem e depois não trazem peixe”, relatou.

“A situação está um bocado fora de mão. Os ratos vão dentro dos barcos e estragam as redes. Prefiro antes partir as redes nas pedras, no mar, porque os ratos fazem buraco de cima a baixo, podem furar, por exemplo, dez peças de rede, que não está barata. É um problema gravíssimo, porque a pesca está difícil e para além de não ganharmos, temos o prejuízo das artes de pesca”, indicou Joaquim Zarro, representante dos armadores da Nazaré.

Este responsável apontou também os riscos para a saúde pública. “Vamos mexer nas redes e depois vamos comer sandes ou uma peça de fruta e metemos as mãos na boca. Se estivéssemos em casa íamos lavar as mãos, mas no mar é diferente”, frisou.

A Câmara Municipal alertou a empresa que gere o porto da Nazaré para esta situação. Num ofício a que o JORNAL DAS CALDAS teve acesso, a autarquia informa que o porto “está infestado por uma praga de ratos, que começa a afetar gravemente a atividade profissional, refletindo-se em grandes danos materiais para as pequenas empresas de pesca”.

O executivo liderado por Walter Chicharro pediu um “plano de vigilância e controlo, implementando um sistema de desinfestação desta praga”.

Alertou ainda para o “grande perigo para saúde pública” e que pode estar em causa “a qualidade e segurança dos produtos alimentares”, sublinhando que a pesca “não pode estar, em conformidade com as exigências nacionais em termos de higiene e segurança, sujeita a este tipo de contaminação”.

A Docapesca anunciou a intervenção de uma empresa de controlo de pragas. No seu entender, a situação deve-se ao lixo que os utilizadores do porto de pesca deixam abandonado, à má utilização dos contentores existentes e à comida deixada na área do porto para animais de estimação, pelo que outro procedimento é o reforço da limpeza, corte de vegetação e remoção de resíduos para não haver motivo de atração por parte das ratazanas.

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