Uma sala repleta e participativa debateu a complexidade de fatores que atuam sobre a lagoa de Óbidos, bem como a interdependência entre eles, tendo sido realçada a importância da lagoa pela sua riqueza económica e pelo valor social e ecológico. Foram também discutidas as soluções encontradas para os diversos problemas que a lagoa enfrenta e que nem sempre são as mais adequadas, sendo defendida a necessidade de um plano integrado de gestão, estratégico, que envolva, pelo menos, os Municípios em que a lagoa se insere, Caldas da Rainha e Óbidos.
Segundo foi referido, o plano integrado de gestão não deve passar pela proteção integral, com proibição de todas as atividades, mas projetar uma gestão sustentável que permita salvaguardar o habitat e as espécies que integram a lagoa, apontando para uma utilização racional que mantenha os valores culturais, económicos e sociais que fazem da lagoa de Óbidos um espaço natural a preservar, mas também um local em que a atividade turística de qualidade, a pesca, a agricultura, a floresta e as atividades náuticas e de lazer, constituam fatores económico-sociais a defender.





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