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Intervenção na Lagoa de Óbidos procura minimizar os prejuízos para a época balnear

Francisco Gomes (texto) Marlene Sousa (foto)

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A Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente discorda da forma como vai ser efetuada a intervenção na Lagoa de Óbidos, tendo solicitado uma reunião com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que se realizou no dia 12. Aberta a reunião foi dada a palavra a António Peralta e Vítor Diniz para que colocassem todas as dúvidas, começando por questionar por que motivos começaram a intervenção da aberta para o interior da Lagoa e não a partir da extração dos dragados para a aberta.
Esta intervenção começou no dia 7 de maio e vai desenvolver-se até final do ano

“A extração dos dragados implica um investimento muito superior pois é uma intervenção mais morosa, sensível e de muito maior investimento. Para além disso nesta altura havia a possibilidade de se fazer esta intervenção em virtude de existir verba financeira para o efeito, de forma a garantir uma maior entrada de caudal de água, para renovação da mesma, com a implementação de vários canais a partir da aberta”, responderam os técnicos da APA.

“Existe um acordo que não faz parte do projeto de intervenção na Lagoa, entre a APA e as Câmaras de Caldas da Rainha e Óbidos que se responsabilizam em que o canal da aberta não se encerre”, acrescentaram.

De acordo com a APA, “a intervenção na Lagoa decorre na época balnear sem interrupções de fim de semana, mas existe o cuidado de na época balnear, nos meses de julho e agosto, as intervenções serem feitas mais para o interior da Lagoa, parte central, de forma minimizar os prejuízos da época balnear”.

Todo o material de utilização na dragagem é novo, inclusive a draga, que custou um milhão de euros. Esta intervenção começou dia 7 de maio e vai desenvolver-se até final do corrente ano.

Vai ser feito o desassoreamento a partir da aberta para o interior central da Lagoa, aprofundando a mesma e serão feitos aprofundamentos dos canais da zona inferior da Lagoa (canal principal norte, canal principal sul, canal transversal norte, canal transversal sul e cordões litorais). Uma segunda intervenção está prevista para princípios de 2016.

Sobre a poluição, a APA indicou que “os responsáveis são as Câmaras”. “Essa área não nos diz respeito, à APA apenas compete a manutenção do ecossistema da Lagoa e desassoreamento da mesma. Relativamente à poluição por parte das Câmaras existem entidades próprias para fiscalização desses atos e punição dos mesmos”, referiu.

Apesar de todos os esclarecimentos, a Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente mantém que “o ideal e o normal seria a intervenção começar do interior da Lagoa para a aberta e não o vice-versa. Na certeza, porém, atendendo que existia o montante de cerca de seis milhões de euros para aplicação na Lagoa e se os mesmos não fossem aplicados seriam devolvidos, para atenuar outros prejuízos e conforme foi confirmado pela APA, esperamos que em princípios de 2016 comece a segunda intervenção, com a extração dos dragados e intervenção do interior da Lagoa”.

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