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Peniche faz marcha de indignação em defesa dos serviços de saúde

Francisco Gomes

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A Comissão Municipal de Saúde, constituída por membros da Câmara e da Assembleia Municipal, representando todas as forças políticas, deliberou por unanimidade organizar uma marcha, no dia 6 de junho, para expressar a “indignação pela forma como o concelho de Peniche está a ser maltratado quanto ao direito à saúde das suas populações”.

“Apesar do acordo estabelecido a 22 de janeiro de 2008 entre o então ministro da Saúde e o presidente da Câmara Municipal de Peniche face à ameaça do encerramento das urgências do Hospital São Pedro Gonçalves Telmo, no verão de 2009 iniciou-se o desmantelamento do Hospital de Peniche, com encerramento de serviços e retirada de equipamentos, em flagrante incumprimento do acordo feito em 2008”, recorda a comissão.

“Desde outubro de 2011, face às notícias do encerramento do hospital, de forma reiterada, os autarcas do concelho de Peniche têm solicitado a realização de audiência com o Senhor Ministro. Apesar de prometida, nunca se concretizou”, lamenta.

Sublinha também que “em reunião de 6 de dezembro de 2013, perante a Comissão Municipal de Acompanhamento do Hospital de Peniche, os secretários de Estado comprometeram-se a entregar até ao final de janeiro de 2014, o plano de reorganização do Centro Hospitalar do Oeste, com o objetivo de nos pronunciarmos previamente sobre as medidas a implementar”. “O concelho de Peniche tem mais de 50% de utentes sem médico de família. O Hospital São Pedro Gonçalves Telmo não consta da lista de intenções de investimento público”, acrescenta.

“Até agora nada foi entregue e tem continuado o caminho de desmantelamento do nosso Hospital São Pedro Gonçalves Telmo”, faz notar a comissão, que reitera disponibilidade para “um diálogo frutuoso com o senhor Ministro da Saúde, que se traduza no anúncio de medidas”.

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