Durante cerca de duas horas, as perto de três dezenas de pessoas presentes no evento puderam ouvir algumas histórias e questões ligadas à cultura, antes e depois do 25 de Abril.
José Carlos Faria afirmou que “antes do 25 de Abril, o país vivia numa miséria económica mas também numa miséria de espírito, em que um terço da população era analfabeta e vivia sob um regime de censura. Passados 41 anos, temos verificado que a área da cultura, da educação e do saber voltam a ser incomodativos”.
“Desde 2011 até agora que os apoios à cultura reduziram 75%. Comparado ao tempo em que Cavaco Silva era primeiro-ministro, o orçamento de estado para a cultura era na ordem dos 0,4% e agora é 0,1%, o que quer dizer que houve uma redução drástica nos últimos 20 anos”, manifestou.
O dirigente também relembrou a proposta que houve de construir uma unidade hoteleira num dos claustros do Mosteiro de Alcobaça, criticando a intenção de “inserir um projeto comercial numa coisa que supostamente é considerado património mundial”.
“Não existem iniciativas para os jovens criadores, completamente desapoiados, o ensino artístico com problemas de sustentação, a fraca oferta de emprego para os jovens e a falta de apoios às atividades artísticas, são alguns exemplos de uma atitude de desprezo e de má fé deste governo”, recordou.
Em relação ao Teatro da Rainha, do qual faz parte, referiu que “não sabemos quando e quanto vamos receber, sendo impossível trabalhar assim”.
Vítor Fernandes também mencionou que faz todo o sentido “esta sessão sobre a cultura, porque o concelho tem uma particular característica, de ter várias áreas ligadas à cultura, no âmbito do centro cultural, os museus e as bandas caldenses”.
“O célebre decreto-lei que o governo criou que pretende transportar as competências dos museus para os municípios, a nossa posição é totalmente contra e lamentamos que este governo tenha fechado tantos serviços de proximidade e desertificado cidades”, declarou.
O comunista referiu-se ainda ao CCC, apontando que sendo “um edifício construído com dinheiros públicos, devia ser um instrumento de serviço público, mas a gestão do mesmo tem aspetos pouco claros”.
Após a intervenção dos dois membros do partido, alguns participantes tiveram a oportunidade de darem a sua opinião sobre as questões abordadas.




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