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Humorista encheu CCC com “Roubo de Identidade”

Carolina Neves

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O Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha contou com a presença de Luís Franco Bastos, com o seu espetáculo “Roubo de Identidade”, no dia 24 de abril. Após “Papel Químico” (2009) e “Imposto Sobre o Humor Acrescentado” (2012), Luís Franco Bastos apresentou o seu terceiro espetáculo de stand-up comedy. Depois de ter esgotado 8 dos 10 espetáculos em nome próprio, que levou a salas desde Lisboa ao Porto, o humorista conseguiu encher o grande auditório do CCC de Caldas da Rainha.
Espetáculo cheio de aplausos e risos

Após um espetáculo cheio de aplausos e risos por parte de um vasto público, deveras energético, o humorista falou com o Jornal das Caldas. Luís Franco Bastos faz imitações desde criança e referiu que “o mecanismo do humor em geral nasce um bocado com a pessoa, e eu tive o azar ou a sorte de ter nascido com essa pancada”. “As imitações acabaram por surgir na sequência de eu ver muitos programas do Herman quando tinha sete/oito anos. Decorava os programas inteiros e ia fazê-los no dia seguinte para os meus colegas, e eles achavam piada, achavam que eu fazia bem as personagens. Depois, para além de fazer as personagens dele, comecei a usar a mesma lógica de ver e reproduzir com pessoas concretas, como a professora de Inglês ou aquele colega que fala daquela maneira” explicou.

O humorista trabalha em vários meios, desde a rádio na antena 3, onde faz rubricas, passa pela televisão e pelos espetáculos ao vivo. “O material de stand-up é mais difícil de fazer, visto que cada público é diferente. Tem de se ir experimentando e testando”, descreveu.

O “Roubo de Identidade” faz uma certa caricatura das personagens que Luís Franco Bastos imita, visto que o exagero “é um dos mecanismos que gosto de usar”, referiu.

Luís Franco Bastos, aos 26 anos, já tem grandes fãs do seu humor por parte do público português. “É ótimo constatar que de facto sou novo e alguns amigos meus humoristas com esta idade ainda não tinham começado a trabalhar como humoristas, portanto, eu tenho a sorte de nunca ter tido outra profissão. É ótimo poder ver que com esta idade já atingi uma série de coisas interessantes e o melhor de tudo é esta digressão, que vai acabar, mas não tenho a sensação que estou a terminar alguma coisa. O que eu sinto é que estou só a começar”, relatou.

Carolina Neves

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