Esta iniciativa abordou várias temáticas relacionadas com a cirurgia ambulatória, a cirurgia com anestesia local, a avaliação pré-operatória, as condições das unidades de cirurgia ambulatória em Portugal, a avaliação pós-operatória e o futuro da cirurgia ambulatória em Portugal. Segundo o presidente da APCA, Carlos Magalhães, “a cirurgia em regime de ambulatório nos últimos anos apresentou um desenvolvimento com valores superiores a 55% de toda a atividade cirúrgica nacional. O principal fator tem sido a sua característica multidisciplinar, envolvendo os diferentes grupos profissionais, assim como a garantia de segurança e de elevados índices de qualidade no tratamento dos nossos doentes”.
“Os avanços tecnológicos e científicos contribuiram para que as cirurgias em ambulatório possam assegurar que o paciente seja operado e tenha alta no próprio dia, descartando a necessidade de internamento, isto é, de ocupação de camas nos hospitais públicos”, manifestou o presidente da APCA.
“Esta iniciativa foi uma oportunidade para partilhar experiências e conhecimentos nesta área, que tem sido objeto crescente de atenção por parte de vários órgãos de formação médica do país, uma vez que é uma das áreas prioritárias e um pilar de sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde”, referiu Carlos Magalhães.
A iniciativa foi dividida em painéis, sendo que o composto pelos oradores Pedro Coito, representante da Ordem dos Médicos, Isabel Carvalho, diretora do Centro Hospitalar Oeste, Menezes da Silva, responsável pelo Colégio de Cirurgia Geral, Rosário Órfão, representante da SPAnestesia, e Piedade Pinto, representante da Ordem dos Enfermeiros, deu ínicio à sessão.
Isabel Carvalho referiu que “a discusão e as ideias permitem que a cirurgia de ambulatório seja cada vez mais desenvolvida e um pilar muito importante de toda atividade cirúrgica”.
A representante da Ordem dos Enfermeiros também mencionou que “a cirurgia é uma área que os enfermeiros têm vindo a trabalhar com os colegas. E essa atitude tem objetivo de manter a unidade em ativo”. Igualmente o responsável pelo Colégio de Cirurgia Geral enalteceu todo o trabalho organizado pela APCA através do desenvolvimento de diversas valências, no sentido de incrementar e sensibilizar.
Rosário Órfão salientou que atualmente “foi criada uma secção para que a anestesia da cirurgia de ambulatório seja mais um incremento na saúde e ainda contamos com a colaboração para avançar com protocolos para os hospitais com deficiências em cirurgia de ambulatório”.
“Procuro lutar pelo aumento das cirurgias desta modalidade. Nem sempre se consegue, mas ultimamente com os desenvolvimentos na área da saúde, fazem com que haja uma saúde de qualidade e de excelência”, mencionou Pedro Coito.
Na primeira parte foram abordados temas como “Pequena Cirurgia, a cirurgia com Anestesia local, cirurgia Office based” com o orador Emanuel Guerreiro, “A Avaliação Pré-operatória” com Cristiana Fonseca e “Revisão de critérios de inclusão em cirurgia ambulatória, o que é necessário pedir nos exames pré-operatórios e as cirurgias ambulatórias nas instituições privadas”, com Gonçalo Marcelino da CUF do Porto.
Na segunda sessão abordaram temas ligados à “Avaliação Pós-Operatória”, com Ana Piló, “Que condições devem ser garantidas por uma unidade de cirurgia ambulatória sem pernoita”, com Juan Rachadell, “que condições devem ser garantidas por uma unidade de cirurgia ambulatória com pernoita”, com Silva Pinto, “Apresentação de resultados da fase teste do grupo de trabalho da APCA – Inquérito/Avaliação pré e pós-operatório”, com Ana Manuela Ribeiro, e “Apresentação da atividade de Cirurgia Geral de uma unidade de cirurgia ambulatória”, com Ana Rodrigues e Adriano Marques. Por fim, Carlos Magalhães abordou o “registo nacional de unidades de cirurgia ambulatórias e as realidades práticas da atividade a nível nacional”.
Mariana Martinho





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