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Rui Correia surpreendido com informações sobre ponte pedonal junto à estação

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O vereador Rui Correia, do PS, disse ter ficado surpreendido por três informações que foram prestadas na última reunião da Câmara Municipal das Caldas da Rainha pela divisão de execução de obras em relação ao estado da ponte pedonal que atravessa a via férrea.

“Fomos informados que a última recuperação da dita passagem aérea foi executada há oito anos. Verificou-se, logo após um ano passado, que as obras realizadas não tinham conseguido conter o avanço da ferrugem, mercê do facto de essa recuperação não ter sido substancial mas sim apenas com reparações localizadas que não atingiram o cerne causal da formação da oxidação. Houve, aquando dessa recuperação, tratamentos químicos e pinturas que não impediram o progresso da corrosão. Desde então foram realizadas reuniões internas e com a REFER de forma a estudar um processo de contrariar o avanço da degradação de materiais. A última dessas reuniões ocorreu nos finais de 2014. O primeiro dado a concluir é que destas reuniões e destas iniciativas que foram invocadas, nada resultou. Foi tudo quanto se fez de há sete anos a esta parte”, comentou o socialista.

Em segundo lugar, de acordo com o autarca, “foi dada a informação de que a corrosão atinge apenas os suportes das guardas da travessia”. “Como foi apresentada documentação fotográfica que contraria esta informação, sendo de destacar o facto de haver suportes de degraus que estão completamente corroídos em vários pontos, duas conclusões se retiram desta informação errónea: os serviços não sabem ainda, depois de todo o processo de informação prestada pelos vereadores e pelos jornais, do grau e especificidade do dano de que falamos”, manifestou Rui Correia.

“A ideia pela qual se não compreende que a quebra de suportes e consequente queda de guardas sobre uma estrutura corroída pode conduzir a um efeito de castelo de cartas que conduz ao colapso de toda a estrutura, leva-nos a supor que existe uma subestimação do potencial de risco de colapso que a ponte apresenta neste momento”, considerou.

Rui Correia disse também achar caricato ouvir da divisão de execução de obras que “não obstante os numerosos contactos efetuados, não foi possível até hoje encontrar um serralheiro que fizesse o arranjo da ponte”.

“Foram pedidos documentos que atestassem da realização destes contactos camarários com serralheiros e empresas que não aceitaram fazer o trabalho, de forma a perceber as razões das recusas, mas fomos informados de que nenhum documento existe que revele a natureza desses contactos e dessas recusas”, referiu o vereador.

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