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Menu português na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

Mariana Martinho

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O restaurante de aplicação da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha, foi palco na passada quinta-feira de um almoço com gastronomia de Portugal, com a supervisão do chef Luís Tarenta e elaborado pelos alunos do terceiro ano do curso de técnicas de cozinha e pastelaria.
Cocktail no bar

O serviço começou no bar, onde um aluno do terceiro ano do curso de técnicas de serviço de restauração e bebidas elaborou um cocktail de néctar de pêssego com um espumante do Bairrado.

No restaurante, os seus colegas de turma começaram a trazer os pratos constantes da ementa. A abrir foi apresentado um prato tipicamente português, dobrada, com tripas de vitela, acompanhada com feijão branco e arroz, seguindo-se o bacalhau com puré de beringela e batata assada. O prato de carne foi entremeada cozida a baixa temperatura, com polenta, legumes e puré de farinha de milho. O pastel de nata, com espuma de aroma a canela, foi a sobremesa. Como é habitual, os vinhos servidos foram portugueses: Branco da Porca de Murça 2012, da região do douro e o tinto Cerejeiras, da região de Lisboa, propriamente Bombarral, de 2010, com casta Aragonez.

A acompanhar a sobremesa houve um cocktail, onde foi misturado vodka, licor de café, white russian e natas.

O chef Luís Tarenta explicou que “para este almoço ao contrário do que fizemos para os outros, foi feita uma pesquisa de receitas de pratos e ingredientes tipicamente portugueses, sendo que o resultado final coube aos alunos inventar a própria ementa, expondo a sua criatividade”.

“Começaram por fazer a dobrada do Porto, com tripas de vitela, depois o bacalhau, um prato tradicional português, acompanhado com couves de Bruxelas e puré de milho, sendo confecionado com abóbora. Terminando o menu com a entremeada feita a baixa temperatura, que leva seis horas a ser concebida a 65 graus. E por fim, a sobremesa, o pastel de nata, com ar de canela, em que os alunos primaram pela sua simplicidade”, referiu o chef.

O maior desafio para os alunos, segundo Luís Tarenta, “foi ter que elaborar, pois normalmente são pesquisados os menus com semanas de antecedência, sendo que hoje foi chegar, pensar e elaborar”.

A escola projeta mais iniciativas para o final do mês. No dia 23 vai ter mais um almoço temático, desta vez com ementa venezuelana. E eis que os alunos chegam aos exames, nos dias 30 de abril, 7 e 14 de maio, onde vão ter que elaborar almoços temáticos em que o público terá a possibilidade de votar, o que contará dez por cento para a nota final. Durante o festival do chocolate a escola também propõe atividades com as sessões de show cooking.

Daniel Pinto, diretor da escola mencionou que “este ano optámos por fazer um projeto sabores do mundo, que tem como missão refletir toda a atividade dos alunos, ao nível das diversas gastronomias do mundo, sendo um trabalho de estudo e de análise, que depois é discutido entre professor e aluno para chegar a uma ementa”.

O almoço também contou a presença de dois ex-alunos da primeira escola de hotelaria e turismo em Lisboa, nas décadas de 60 e 80.

José Manuel Salgado e Franquelim Mateus Agostinho mostram-se satisfeitos pela qualidade da cozinha e pelo serviço prestado, referindo que “o país precisa de bons profissionais e de pessoas que nutram gosto pelo que fazem. Um profissional tem de gostar e estar preparado para servir, em qualquer parte do mundo”.

Mariana Martinho

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