Manuel Nunes, do PS, começou por dizer que Fernando Costa “era o presidente na altura” em que os bares foram instalados na atual localização. No entender do socialista, “o correto não é como está agora, mas sim como se pretende fazer, porque é uma zona de lazer e quem está nas esplanadas tem um monte de carros e motos a passar à frente”.
“O que está bem é retirar o trânsito e o estacionamento tem de ser antes. Depois haverá uma zona pedonal e as esplanadas ficam só com a praia pela frente, sem poluição nem movimento de carros e motos”, defendeu, considerando que o custo das novas infraestruturas deve ser comparticipado pela autarquia.
José Nascimento, do MVC, disse entender que “os bares mais próximos da praia podem ter uma vista mais bonita, mas também já tivemos uma inundação grave, e antes da questão da beleza, deve-se estudar a segurança”. Defendeu, por isso, que o assunto deve merecer uma análise aprofundada.
Rui Gonçalves, do CDS, disse estar de acordo com Fernando Costa em relação aos bares. “A ideia é que a marginal deixe de ir até onde vai agora, termine antes do primeiro bar e que a rotunda passe para ali. Neste momento está a decorrer um concurso, em que estão em fase de apreciação 14 propostas para o projeto”, descreveu. Só que, “chegar os bares para a frente vai acarretar enormes despesas para os proprietários e neste momento não há condições para isso”.
“Concordo que o movimento automóvel não é bom em termos de poluição, mas o trânsito pode terminar antes, sem que os bares cheguem para a frente”, referiu.
“Aceito que há uma série de bares que não estão nas melhores condições e precisam de ser intervencionados, agora obrigar todos a construir novos é abusivo e desnecessário”, manifestou.
João Frade, do PSD, disse que “os bares neste momento não estão legais e têm uma licença provisória. A entidade responsável por esta área deixou bem claro que apenas podiam continuar a funcionar se fosse feito um projeto em que estes bares fossem enquadrados”.
Admitindo “as dificuldades que os proprietários sintam ao terem de demolir os bares e construir outros”, argumentou que podia recair sobre eles uma isenção de renda pela ocupação do espaço, como contrapartida.
Sobre a localização, sublinhou que “as arribas” também constituem foco de preocupação e motivo para deslocação dos bares. Em relação à “poluição visual”, no seu entender, “fará sentido para os utentes dos bares não terem motos e carros à sua frente”.
Sublinhou ainda que o risco de inundação dos bares não se coloca porque “uma das questões projetadas é ‘levantar’ os novos bares para prevenir a intervenção das águas”.
Reconheceu, contudo, que há que salvaguardar o estacionamento no novo projeto, para que não haja menos lugares na Foz do Arelho para quem quer ir à praia.
Francisco Gomes




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