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Casal de idosos obrigado a sair de casa provisoriamente por causa de incêndio

Francisco Gomes

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Um casal de idosos ficou desalojado temporariamente na sequência de um incêndio que na noite de segunda-feira destruiu a cobertura da habitação onde residia, na aldeia de Ribeira de Crastos, em Vidais, nas Caldas da Rainha. O fogo teve origem na chaminé de uma lareira.
Incêndio em Ribeira de Crastos, Vidais

José Agostinho, de 79 anos, e a esposa de 78, reformados, estavam em casa, à beira da EN114, quando o incêndio começou após ser aceso o lume na lareira.

“Coloquei um papel para acender o lume e começou a atear, só que a chaminé largou muitos resíduos. Vi fumo e começou a deitar chamas maiores. Nunca pensei que fosse tão rápido. Se não vêm os bombeiros ardia tudo”, contou José Agostinho.

A madeira acelerou a propagação do fogo. O sótão ficou destruído mas a pronta intervenção do proprietário impediu que as chamas alastrassem ao primeiro piso. “Começou a arder a escada e fui com a mangueira e aguentei um bocado até chegarem os bombeiros”, revelou.

O idoso ficou desolado. “A casa foi feita em 1950 e tinha uma boa estrutura. Estava a pensar que era para o resto da minha vida e a única coisa que estava a precisar era uma pintura”, referiu.

Os bombeiros das Caldas da Rainha e de Rio Maior, que receberam o alerta pelas 21h53, compareceram com vinte elementos e sete viaturas e confirmaram não haver condições para os idosos dormirem em casa.

“A cobertura ficou totalmente destruída. Foi um incêndio bastante violento nas águas furtadas. Os idosos são considerados “deslocados”, visto não haver condições de habitabilidade esta noite. Perguntámos se era preciso a Proteção Civil agir, mas vizinhos prontificaram-se para dar-lhes guarida até resolverem a situação”, disse o segundo comandante dos bombeiros das Caldas da Rainha, José António.

Os moradores, que não têm seguro, vão ser acolhidos temporariamente pelo vizinhos até poderem voltar à casa, após a retirada dos destroços e verificação das obras necessárias.

Segundo o responsável dos bombeiros, “o primeiro piso também sofreu alguns estragos e no total são prejuízos significativos”.

Solidariedade na Foz do Arelho

A família que ficou desalojada na sequência de um incêndio que na tarde de 7 de março provocou grandes estragos na sua casa, na Foz do Arelho, recebeu a ajuda da população, num lanche solidário que decorreu no passado domingo no Centro Social e Recreativo.

João Plácido, de 59 anos, motorista reformado, bombeiro e fadista, a esposa Alice, desempregada, de 47 anos, e as duas filhas, 10 e 14 anos, foram o motivo da iniciativa. “A família ficou sem todos os seus pertences. Não podemos ficar indiferentes”, era a mensagem que convocava a população para comparecer e oferecer roupa, mobiliário e dinheiro.

A banda Mar Azul tocou gratuitamente e com o apoio do Centro Social e Recreativo realizou-se a angariação de fundos e bens. A corporação de bombeiros das Caldas da Rainha também contribuiu e reuniram-se alguns milhares de euros que ajudarão João Plácido nas obras da sua casa.

O bombeiro, apesar do trauma que viveu, não tem parado de também ajudar quem precisa, como aconteceu na passada segunda-feira, onde no incêndio em Ribeira de Crastos auxiliou a combater o fogo.

Aliás, já anteriormente tinha confessado ao JORNAL DAS CALDAS que “costumo acarinhar e acalmar as pessoas nessas situações e vejo agora que é muito difícil o trabalho que desempenhamos”.

Segundo foi divulgado, as filhas de João Plácido e Alice precisam ainda de computadores.

Francisco Gomes

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