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Poucas casas de banho municipais na cidade e com fraco aspeto

Francisco Gomes

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E se de repente lhe der vontade de ir à casa de banho enquanto circula no centro da cidade das Caldas da Rainha, o que faz? Uma das possibilidades é ir a um café e pedir para usar o wc. É claro que se for cliente o comerciante não se oporá, mas por isso mesmo convém consumir alguma coisa, antes ou depois de utilizar a casa de banho.
Casas de banho na Travessa do Parque

Outra possibilidade é utilizar as casas de banho dos centros comerciais. Mas atenção. Por vezes é preciso pedir a chave, porque nem todos estão rapidamente acessíveis.

Se souber, também pode utilizar as instalações sanitárias de edifícios públicos, como nos Paços do Concelho, na Junta da Freguesia ou no CCC.

Colocando assim a questão, parece então que não faltam soluções. Mas vamos imaginar que se trata de um fim de semana ou então já passou da hora normal do funcionalismo público. Aí a coisa fica diferente.

O JORNAL DAS CALDAS fingiu ser turista e andou pela cidade a perguntar onde podia ir à casa de banho. Poucas pessoas souberam dar resposta. E quando deram, invariavelmente remeteram o “visitante” para dois locais: A Travessa do Parque e o Largo do Hospital Termal, onde existem instalações sanitárias.

O problema é que na Travessa do Parque as casas de banho só estão abertas até à uma da tarde. Servem sobretudo para os vendedores da Praça da Fruta. As condições encontradas são algo deficientes. Só no passado fim de semana é que foram colocadas tubagens, funcionando até então uma solução de recurso.

O espaço é degradado e a funcionária camarária que ali está bem se esforça para que as condições sejam minimamente toleráveis, mas ela própria tem de permanecer de guarda em pé na rua, uma vez que a arrecadação que a Câmara lhe arranjou para ficar é na casa de banho dos homens. Para além do incómodo do cheiro e do frio, difícil é perceber como é que uma senhora teria de ficar sentada apenas com uma simples parede a separá-la das retretes e mictórios utilizados pelos homens.

Na casa de banho junto ao Hospital Termal, um turista é logo confrontado com a imagem de papel higiénico pendurado na porta da rua. Lá dentro, as sanitas não têm tampos e as instalações também são velhas. Os papéis devem ser colocados num recipiente para evitar o entupimento das sanitas.

Piores mesmo só as casas de banho do Parque, que funcionam das 8h30 às 17h, de segunda a sexta-feira. Sábados, domingos e feriados estão encerradas. Quando o JORNAL DAS CALDAS lá foi, não havia papel. A entrada também evidencia logo que instalações modernas é algo que não se vai encontrar. Será que o figurino mudará, com a passagem da gestão do Parque para a Câmara?

Feito o roteiro por estas casas de banho, surge a questão, escutada de alguns caldenses: Não se pedindo que sejam luxuosas, mas não será possível ter instalações sanitárias municipais com uma imagem mais digna, construídas de raiz, com espaço e não apertadas como as que existem, bem sinalizadas e com um horário de funcionamento alargado?

A solução pode vir a ser o edifício que está em construção no topo da Praça da Fruta, que vai ter casas de banho. Mas a obra arrasta-se e não há previsão para a sua conclusão.

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