Manuel Nunes, do PS, considerou que o assunto “é melindroso”, porque “não há qualquer tipo de iniciativa nesta área”. “As instalações que havia, algumas fecharam, outras têm condições mínimas. É uma lacuna que se sente há muitos anos e é um problema de saúde e de higiene pública”, relatou.
“O apoio é dado pelos estabelecimentos de hotelaria, geralmente pastelarias, mas penso que com as exigências aos restaurantes e cafés, vai dar-se o fenómeno de em vez da porta estar aberta e as pessoas poderem utilizar, como reação aos investimentos na limpeza dos estabelecimentos, só poderão ser usados por clientes”, disse.
E apontou que “qualquer um de nós já viu muitas vezes pessoas que urinam junto aos contentores do lixo, durante o dia, na praça da fruta e ruas transversais”.
“Não vejo em plano ou orçamento qualquer solução, que não seja utilizar os cafés, que é o que fazem os turistas que vêm em excursões e que quando saem dos autocarros vão logo aos cafés para irem à casa de banho”, manifestou.
Fernando Santa-Bárbara, da CDU, referiu que a casa de banho do parque de estacionamento subterrâneo na Praça 5 de outubro “não tem as mínimas condições e dá nojo lá entrar, não tem papel e as paredes estão todas escritas”.
“Ao cima da praça da fruta, onde há o quiosque, existiam casas de banho subterrâneas”, recordou. “Fizeram sanitários para os cães e esqueceram-se das pessoas”, ironizou.
“É uma falta bastante grave, porque os turistas têm de recorrer aos cafés”, sustentou. “Era uma medida a tomar em consideração pela Câmara, porque os cafés não são obrigados a ter as portas abertas a quem não é cliente”, sublinhou.
A construção de novos wc’s seria “uma medida bastante positiva a tomar em consideração rapidamente”, defendeu.
António Cipriano, do PSD, rejeitou que não existem casas de banho, apontando as do Largo Termal e as da Travessa do Parque. “O edifício do Turismo, no topo da praça da fruta, vai ter casas de banho. Existiram casas de banho junto ao Chafariz das 5 Bicas, que deixaram de ser exploradas porque a utilização mensal era de cinco pessoas. Na avenida, deveriam colocar-se casas de banho junto ao quiosque. Admito que há um problema de sinalização”, declarou.
Emanuel Pontes, do MVC, sustentou que “o edificado existe, agora a operacionalidade das casas de banho é que não”.
Apontou que “quer o quiosque da Avenida da Independência Nacional quer o quiosque da Praça da Fruta não têm casas de banho e não há casas de banho preparadas para pessoas com mobilidade reduzida”.
Rui Gonçalves, do CDS, considerou que o problema “tem a ver com o planeamento que não existiu na regeneração urbana, quando se devia pensar no turismo”.
“As pessoas quando chegam de viagem precisam de ir à casa de banho e quem presta este serviço são os cafés, quando não são pagos para isso”, vincou.
“Não sei se as casas de banho que há são suficientes ou não. Sei é que ninguém sabe onde elas estão, porque não há nada a assinalá-las”, comentou.





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