O CDS-PP discorda do aumento de 20 mil euros ao valor do subsídio anual atribuído pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha à ADJCR, que resulta da necessidade da associação indemnizar o antigo responsável do Centro da Juventude, que ao regressar de uma licença sem vencimento, concedida pela direção, viu o seu lugar ocupado por outra pessoa, contratado sem termo, o que significa de forma definitiva. O antigo diretor decidiu recorrer ao tribunal, que lhe deu razão e a sentença de que teria de ser indemnizado pela ADJCR em 26 mil euros.
“A direção da ADJ, perante a decisão do tribunal, veio solicitar à Câmara Municipal este aumento de 20 mil euros em forma de subsídio. Ou seja, existe liberdade para decidir, mas não existe responsabilidade para pagar. Quem toma decisões desta natureza, de forma deliberada e intencional, sem qualquer preocupação dos prejuízos que está a causar, não tem condições para gerir dinheiros públicos, neste caso, dinheiro dos caldenses”, sustenta o CDS-PP.
Para o partido, “este é apenas um episódio, no seio desse mundo obscuro que são as associações criadas pelo PSD, para supostamente gerirem alguns dos equipamentos municipais, com total liberdade para tomar decisões, sabendo de antemão que os prejuízos ocorrem por conta do município. É o município que paga o subsídio anual, que garante os salários e despesas correntes. O Município paga a manutenção dos edifícios. Quando o Município organiza eventos naqueles espaços, paga o respetivo aluguer às Associações, como se não fosse ele próprio o seu proprietário, disfarçando assim mais uma forma de injetar dinheiro. É ainda o Município que subsidia todos os eventos que as associações organizam”.
“É urgente acabar com este estado de coisas, eliminando definitivamente estas associações que gerem equipamentos públicos, os quais devem ter uma forma de gestão que fique na alçada e no controle do “tribunal de contas”, reclama o CDS-PP.



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