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Baile de Máscaras à Moda de Veneza séc. XIX foi um sucesso

Marlene Sousa (texto) Adriana Aguiar (fotos)

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Quem não gostaria de viajar no tempo e assistir a um baile de máscaras em Veneza no século XIX? Foi o que aconteceu no Museu José Malhoa e no Museu da Cerâmica, que realizaram neste Carnaval 2015 um baile de máscaras à moda de Veneza, lembrando o ambiente do Carnaval na corte portuguesa da segunda metade do século XIX, mais precisamente no reinado de D. Luís e D. Maria Pia. Pouca gente sabe, mas diz o folheto informativo sobre a iniciativa escrita pela investigadora Conceição Colaço, que “a princesa italiana da casa de Saboia permanece ligada, pela topografia e pela arte, às Caldas da Rainha, ao Museu da Cerâmica e ao Museu José Malhoa”. “À semelhança dos reis e rainhas que a antecederam, também ela frequentou as termas caldenses. Durante as suas estadas, no intervalo dos banhos medicinais, entretinha-se a modelar e a pintar pequenas peças de barro”, explicou Conceição Colaço.

Segundo esta investigadora, a visita em agosto de 1886 teve um alcance histórico e político muito importante. Nesta deslocação, a rainha visitou oficialmente a Fábrica de Faianças de Rafael Bordalo Pinheiro, dando origem à encomenda pelo Estado português, do conjunto das figuras da Paixão de Cristo do Buçaco, negociada no mês seguinte, pelo ministro das obras públicas, Emídio Navarro. Documentado este acontecimento, o Museu da Cerâmica exibe na sua exposição permanente ua medalhão de barro cozido policromado de homenagem a D. Maria Pia, ambos como depósitos do Palácio Nacional da Ajuda. E, no Museu José Malhoa, está patente o conjunto das figuras da Paixão de Cristo.

Nova iniciativa em 2016

A iniciativa iniciou no Museu da Cerâmica onde decorreu a receção aos participantes que se vestiram a rigor e colocaram as suas mascarilhas, incluindo as altezas reais, os Reis do Carnaval das Caldas da Rainha. Foi servido um café da avó e outras iguarias oferecidas pela Mercearia Pena. Depois houve um desfile do Museu da Cerâmica para o Museu José Malhoa, acompanhado pelo músico, Joaquim António que tocou gaita de foles. No Museu José Malhoa decorreu um baile ao som das valsas de Veneza interpretadas pelo Conservatório de Música de Caldas da Rainha.

A empresa La Serenissima Maschere foi a responsável pela conceção das mascarilhas e também estará presente no Baile de Máscaras de Veneza, Séc. XIX, com uma exposição de máscaras de Veneza.

A associação Cavalo Lusitano também colaborou com a iluminação junto ao Museu José Malhoa. Hélia Arte Floral foi a responsável pela decoração dos dois Museus.

Carlos Coutinho, coordenador do Museu da Cerâmica e do Malhoa, fez um balanço muito positivo do baile de Máscaras à moda de Veneza do séc. XIX, destacando a qualidade e rigor dos trajes. Na iniciativa participaram cerca de 40 pessoas, o que para este responsável “é bom, uma vez que é a primeira vez que se realizou este evento”. “A iniciativa foi integrada nas comemorações do carnaval da cidade e contou com a presença do presidente da Câmara”, disse o responsável, que pretende para o ano voltar a realizar o baile de máscaras.

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