“Temos estado a fazer por todo o país uma campanha sobre o que representa a austeridade, qual é a alternativa, como podemos sair da austeridade, e ao mesmo tempo temos andado pelo país a falar com as pessoas para lutarem pela dignidade social para quem quer cá viver”, adiantou.
Catarina Martins argumentou que a petição para desvincular o país do Tratado Orçamental se justifica porque “é um instrumento para impor uma austeridade perpétua”. “Não foi referendado em Portugal. Propusemos, mas PSD, PS e CDS negaram. Ao contrário dos outros países da Europa, os portugueses nunca foram chamados pronunciarem-se”, frisou.
“O Tratado Orçamental impõe que a cada ano que passa é preciso cortar no orçamento do Estado 6,8 milhões de euros, que é igual a tudo o que gastamos em toda a educação durante um ano. Portugal pode sair livremente deste Tratado e temos de poder escolher o que queremos fazer no nosso país, não pode estar tudo escrito sem terem ouvido a nossa opinião. Este Tratado nunca teve sentido e foi inventado para ser um instrumento institucional que substituiu os memorandos da Troika, e que impõe metas impossíveis de dívida, com cortes brutais nos orçamentos de Estado. Ficamos sujeitos à imposição das políticas macroeconómicas da Comissão europeia, que pode dizer para precarizar mais o trabalho ou privatizar mais, fazendo uma chantagem permanente sobre os povos”, comentou a porta-voz nacional do Bloco de Esquerda.
A dirigente assegurou que “é possível estar no Euro sem estar no Tratado”. O objetivo, nesta fase, é “discutir o futuro coletivo de Portugal”, e a recolha de assinaturas “obriga a esse debate”. “Já ultrapassámos o limite mínimo de cinco mil para ser discutida a petição na Assembleia da República, mas até ao fim de março vamos estar nas ruas a ouvir as pessoas sobre o país e sobre o Bloco”, indicou.
A bloquista não tem dúvida sobre o reflexo imediato da desvinculação de Portuga do Tratado Orçamental: “É termos possibilidade de escolha, senão, independentemente do Governo que ganhar as eleições, a política será a mesma”.





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