Para António Cipriano, do PSD, Santo Onofre “tem tido um grande crescimento e foram feitos grandes investimentos, até de valor superior ao de Nossa Senhora do Pópulo – piscinas municipais, complexo desportivo, centro de alto rendimento, biblioteca municipal e escolas – se calhar até o parente pobre foi mais a outra freguesia”.
Santo Onofre “tem tido o apoio da Câmara e a junta remodelou oito jardins infantis e criou um parque fitness”, faltando fazer “a reformulação da zona industrial e a nova sede do Teatro da Rainha”, considerou o social-democrata.
Rui Gonçalves, do CDS-PP, também entende que a série de equipamentos instalada em Santo Onofre deixou esta freguesia “mais bem apetrechada”, pelo que “não vejo que seja o parente pobre”. Contudo, apontou a necessidade de intervenções nas zonas mais antigas do Bairro da Ponte, do Bairro dos Arneiros e do Bairro das Morenas, que “estão urbanisticamente ultrapassados” e sublinhou um problema que carece de resolução urgente: “As canalizações em Santo Onofre fazem chegar água preta à casa das pessoas, na Rua Vitorino Fróis, na Quinta dos Pinheiros e no Barro dos Arneiros”.
Emanuel Pontes, do MVC, acha que em Santo Onofre “não foram tidos em conta os problemas sociais, onde há uma carência muito maior”. Apesar de terem sido construídos diversos equipamentos, entende que “deve haver uma melhor organização e interligação urbanística entre eles, porque é uma desarmonia completa”. Falou também da necessidade de descentralizar serviços do Município, mas o essencial era “Santo Onofre ter-se unido a Nossa Senhora do Pópulo, para se olhar a cidade como um todo”.






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