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Comboio colhe mulher à saída da estação das Caldas

Francisco Gomes

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A circulação ferroviária na Linha do Oeste esteve interrompida no passado domingo, entre as 19h20 e as 20h50, porque o comboio com destino a Lisboa que tinha acabado de sair das Caldas da Rainha, a pouco mais de 200 metros da estação, numa zona interdita a peões, colheu uma mulher que estava em cima do carril. Quando os bombeiros, com 14 elementos e 4 viaturas, chegaram ao local, junto ao Bairro da Ponte, verificaram que a senhora “estava ainda com sinais vitais, embora inconsciente”. “O que fizemos foi estabilizá-la, imobilizá-la e retirá-la através do grupo de salvamento especial com uma maca própria de resgate, porque os acessos não eram favoráveis”, indicou Nelson Cruz, comandante dos bombeiros voluntários das Caldas da Rainha.
Grupo de salvamento especial retirou a vítima

A vítima apresentava “traumatismos e fraturas a nível do crânio”. “Não sei se foi um pequeno toque do comboio, mas se a tivesse apanhado na totalidade seria diferente, porque ela estava com o corpo intacto”, manifestou o responsável dos bombeiros.

Sobre o que terá levado a mulher a andar pela linha férrea, na altura das operações de socorro não havia certezas, embora se soubesse que “não é uma zona de circulação”, pelo que não era normal que ali estivesse, onde poderá ter chegado através de um portão junto aos Silos.

A mulher não levava consigo documentos de identificação e só posteriormente se veio a saber tratar-se de Rosa Maria, 52 anos, funcionária da área da limpeza da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório. Também foi confirmado que não resistiu aos ferimentos, falecendo no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde tinha sido transportada.

Para averiguações da PSP e Refer, o comboio, que transportava cerca de dez passageiros, esteve parado durante hora e meia.

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