Foram empenhados desde logo a Corveta Batista de Andrade da Marinha Portuguesa, o helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa e duas embarcações das estações salva-vidas de Cascais e Ericeira, que com a colaboração da embarcação de pesca “Fruto da União” efetuaram buscas junto dos destroços encontrados. Os bombeiros de Colares e Almoçageme fizeram pesquisas em terra, sem sucesso até ao fecho desta edição.
A embarcação, de onze metros, construída em 1977 e registada em Olhão, virou-se quando os pescadores estavam a dormir, incluindo o contramestre, relatou Henri Ferreira, o sobrevivente, que logo que chegou a terra subiu a uma arriba e pediu socorro a moradores. O luso-francês, de 27 anos, foi transportado para o Hospital Amadora-Sintra com sinais de hipotermia mas em situação estável, tendo depois sido ouvido na capitania do porto de Cascais.
Os outros cinco pescadores que seguiam na embarcação eram o mestre Manuel Silva, o contramestre Isaac Martins, o cozinheiro José Nunes e os pescadores Américo Martins e Valeriy Kosharnyy são das Caxinas (Vila do Conde) e da Póvoa de Varzim e têm entre 29 e 61 anos.
Segundo o pároco das Caxinas, já será mais de uma centena de mortos por naufrágio que leva a enterrar.
Para além da justificação de ser o maior núcleo de pescadores, é também a comunidade com maior percentagem de mortos em naufrágios no país.
No dia 4 de janeiro, dois pescadores de Peniche também viram o barco onde seguiam ir ao fundo, a seis milhas a noroeste das Berlengas, mas conseguiram saltar para uma balsa de salvamento, sendo recolhidos por outra embarcação.
Segundo o quinzenário Voz do Mar, o mestre da embarcação “Elinelson”, António Manuel, conhecido por “Ferreira”, de 71 anos, e Leonardo Mateus, de 59 anos, encontravam-se à pesca de goraz, tendo já perto de 50 quilos. “Qual não foi o meu espanto quando, ao passar pela casa do motor, vi que a água já estava por cima da embraiagem”, contou o armador.
“Depois da balsa estar na água chamei, via rádio, a Polícia Marítima. Como não houve contacto decidi chamar por uma embarcação que se encontrava a pescar na mesma zoa, o barco “Luna”, que logo nos respondeu”, indicou.
Passado cerca de meia hora chegou o pescador Vítor Bento, que andava sozinho no “Luna” e que ainda assistiu, por alguns minutos, ao afundamento total.
O naufrágio verificou-se antes das três da tarde e os dois tripulantes não sofreram ferimentos. O barco, matriculado em Peniche, tinha 9,18 metros de comprimento.




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